11/08/2011

A Thousand Words


1. Houve, há pouco tempo, uma revolução na banda. Querem contar-nos o que se passou e quais foram, efectivamente, essas mudanças?

As mudanças na banda surgiram devido a escolhas pessoais de alguns dos membros, outras prioridades na vida, etc. Optei por não desistir de algo que me esforcei e me deu gosto começar com eles. Mas, como em tudo, há que fazer os possíveis para começar de novo, mudar, e ter vontade e empenho para continuar. Da formação inicial, para o actual, quem saiu foi o baterista Cristiano e o vocalista Juliano. Eu continuei na guitarra, o Ludgero que era da formação inicial mudou do baixo para a bateria. Entrou o Diogo (ex-A Step To Fall) para voz e o Jonathan (ex-Rat Attack/No Time To Waste) para o baixo. E foram eles os responsáveis pela continuação da banda. Não esquecendo também Rafael Madeira (Impact | Bookings) grande amigo e "quase membro" de A Thousand Words, desde o início.


Fizeram-vos crescer enquanto banda, todas essas alterações?

Desde a demo de 2009 muita coisa mudou. Desde então, todas as mudanças, concertos e tudo o resto, fez-nos crescer a todos musicalmente (a uns mais do que a outros, também pela antecedente experiência de uns e inexperiência de outros), mas não só: fez-nos crescer também como pessoas. E, essa evolução, não só individual, mas como banda, vai-se reflectir no som tocado actualmente que, apesar de todos gostarmos mais, é uma amostra de evolução, por ser algo mais complexo do que o que tocávamos anteriormente. Pretendemos assim, com esta evolução, passar a nossa mensagem implícita nas músicas mas, também, mostrar que não temos estado a dormir e o que tocamos, não é só para agradar os outros, como também a nós mesmos. Porque o mais importante, é tocarmos aquilo que gostamos.


Sentiram que essas mudanças ainda representam o que são, ou eram, os ATW? Qual foi o impacto das mesmas a nível musical?

Estas mudanças em termos de sonoridade aconteceram normalmente. (E temos vários exemplos de bandas que mudaram de sonoridade, umas para melhor, outras para pior… mas mudaram.) E em nada prejudicou a banda. Muito pelo contrario, estamos a explorar coisas novas e criar novos ambientes nas musicas. Talvez um pouco mais de "tragédia" e "peso" desde a demo (2009) e, também, uma nova presença em palco, que esperamos não vir a desiludir.


Não teria sido mais fácil somente alterar o nome da banda?

Já nos fizeram muitas vezes esta pergunta e respondemos praticamente sempre o mesmo: A Thousand Words não é nenhuma "banda descartável", ou feita para durar um certo período de tempo ou seguir algum hype. É uma banda de 4 amigos, que se divertem a fazer música. Pelas coisas que já passamos juntos dentro da banda, não fazia sentido alterar o nome. E ir-se-ia, de certo modo, menosprezar a dedicação e empenho dos membros da formação inicial que fazem parte da banda actualmente. Tanto os novos, ou velhos elementos, todos nós, continuamos a falar, a apoiar-nos uns aos outros, e isso é o mais importante; e, fazendo um aparte, há bandas (não querendo comparar nenhuma delas connosco) que tantos vocês ouvem que não têm nenhum elemento inicial, ou têm apenas um ou dois elementos iniciais, e não é por isso que deixam de gostar e ouvir essas bandas, até porque não faz sentido.


Em que ponto se encontra actualmente a banda? Há lançamentos agendados? Concertos?

A banda neste momento está a acabar de escrever o álbum e, ao mesmo tempo, a "limar arestas" de faixas já feitas. Gostávamos de adiantar já datas de lançamento e datas de concertos, mas neste momento estamos dependentes dos nossos empregos, que nos condicionam de maior forma nesta altura do ano. De qualquer maneira, assim que marcada alguma data, vamos fazer os possíveis para divulga-las. Interessa-nos sim tocar. Para 10, para 100 ou para 1000, tocamos na mesma. Como se costuma dizer: "só faz falta quem está".


Preparam um álbum, então? Que nos podem adiantar? Nome, musicalidade, influências, qualquer coisa...

É verdade, vamos lançar um álbum, ainda este ano, mas adiantar o nome do álbum será cedo demais, apesar de já estar definido. O som vai ser algo dentro das músicas novas que tocamos ao vivo. Para quem não presenciou ao vivo pode ver/ouvir o vídeo no nosso facebook (http://www.facebook.com/athousandwordshc), do show com Shai Hulud, em Lisboa, filmado pelo nosso amigo Rui Gaiola. Nesse vídeo, temos um interlude e uma musica chamada "Blind Man's Faith", e vão ambas fazer parte do álbum. Não podemos revelar mais coisas até ao momento. Apenas que o álbum vai ser produzido por um grande amigo nosso Miguel Correia (Mike Ghost - Men Eater), para piorar, num bom sentido, o ambiente e som do disco. É a pessoa que talvez melhor perceba o tipo de som que queremos, e confiamos nele para fazer um bom trabalho. As letras vão reflectir as fases um pouco mais negativas que temos passado e que nos tem feito manter os olhos bem abertos nos dias de hoje. Não vai ser um disco sempre a falar de coisas bonitas. (risos)


Discos, que vão influenciar o vosso som:

Essa é uma pergunta um bocado difícil, mas assim os primeiros que nos vêm à cabeça são os seguintes: Into Oblivion - Rise & Fall; Blind To What Is Right - The Carrier; My Love My Way - Modern Life Is War; Sleepwalkers - Dead Swans; Funerary - Pulling Teeth. E todos os álbuns de Converge.


Os ATW tinham, há uns tempos, uma importante fanbase no Algarve. Ainda a sentem, ou fugiu com as mudanças na banda?

A fanbase no Algarve é importante porque há sempre os amigos que temos antes da banda surgir e os que nos ajudaram a conseguir isto. Mas, por vezes, os que nos são mais próximos são os que nos tentam "deitar abaixo" mesmo sendo da nossa própria terra. Esse tipo de comentários negativos, são os que nos dão mais força para não desistir e ser um bocado do contra, em relação ao som da banda e material utilizado ao vivo. Sempre estivemos um bocado fora do tipo de hardcore das bandas do Algarve, o que não faz de nós melhores ou piores. Cada um toca aquilo que lhe dá gosto tocar, e ninguém tem algo a ver com isso. O nosso som não é um hardcore fácil de ouvir e, se calhar, por isso, alguns tenham estranhado. E, como se costuma dizer, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Portanto, quem quiser apoiar, apoia, quem não quiser não apoia. Ninguém é obrigado a nada, somos bem vindo a críticas desde positivas a negativas, desde que construtivas e que, de algum modo, nos possam fazer melhorar.


Que projectos pretendem ainda alcançar com a banda? Quais os vossos objectivos?

Objectivos... sinceramente, neste país não é fácil de os traçar. Na verdade, é difícil ser ambicioso. Porque para ser ambicioso, e traçar objectivos "maiores", digamos assim, é preciso divulgação e, acima de tudo, apoios, não só monetários, mas de todas as pessoas envolvidas no movimento hardcore. E isso não acontece. Num país em que quando um concerto de uma banda internacional, como por exemplo Shai Hulud, é 15€ e dizem que o preço é um exagero, e não vão, pois preferem gastar em bebidas e saídas, não me parece que haja pessoas suficientes para "pôr" uma banda de hardcore português na ribalta da Europa ou outro continente. Não digo que seja o nosso caso, mas temos muitos boas bandas em Portugal, algumas já com 2 ou 3 álbuns lançados e que, por terem um cachet fixo, por terem também gastos maiores, já são criticadas. Tudo bem que o hardcore não é para fazer dinheiro e não põe o pão na mesa a ninguém, pois é underground, mas para se gravar álbuns e EP's, fazer merch, tours, etc, são feitos vários gastos, pensem antes de criticar seja que banda for… cada concerto que passa, existe desgaste de material, existem viagens feitas, desgaste do transporte, combustível, etc. As coisas não caem do céu e se, no hardcore, tal como em todas as coisas, devemo-nos apoiar uns aos outros, então, comprar um cd em vez de fazer o download, ir a um concerto em vez de ir para um bar, etc, deviam ser coisas cada vez mais frequentes, e não sempre a criticar que 5€ é muito para ir ver 4 bandas de "miudos" que querem passar a mensagem e dar-vos música para os vossos ouvidos. Não sendo muito ambicioso, o nosso objectivo neste momento é lançar o álbum com o som que nos agrade a nós como banda, e nos reconheçam pelo nosso som; que seja bem recebido pelo público e amigos. Esperamos ainda este ano fazer uma EuroTour, para mostrarmos o nosso novo trabalho pela Europa. De resto, é levar as coisas normalmente e de maneira que nos faça feliz, sem esperar nada em troca. E espero que, com o que escrevemos em cima, não pensem que não nos orgulhamos do nosso país, porque orgulhamos, tal como das bandas underground que dele fazem parte, mas há que ser racional e ter em conta o que é possível e impossível ser feito, no que toca a objectivos.


Tocar com Shai Hulud foi, de alguma maneira, uma espécie de sonho tornado realidade?

Não diríamos um sonho tornado realidade, mas na verdade foi importante, sim. Nós levamos sempre todos os concertos como o mais importante, não interessa o local, público ou bandas com quem vamos tocar. Tentamos sempre trocar impressões com outros membros de bandas sobre quase tudo. E, também, fazer sentir o pessoal de fora bem-vindo. No fundo, para nós o que interessa, depois de um concerto, é ficar com um sorriso na cara pelo que foi feito por nós e pelas bandas com quem tocámos, tendo passado a mensagem a quem esteve presente.


E se pudessem escolher uma banda para ir em tour, ou com quem fazer um concerto?

RISE & FALL


O que é que faz falta no hardcore nacional?

A essa questão temo já ter respondido na resposta à pergunta 10. Não vamos estar a dizer o que falta e o que está mal ou bem no hardcore, essa questão está mais do que falada e batida. Sinceramente, acho que cada um sabe de si e, no que toca a cada um de nós, fazemos o melhor que podemos para manter a "chama viva".


Sintam-se à vontade para dizer o que vos for na cabeça, obrigado.

Queríamos agradecer, pelas mais diversas razões, ao Rafael Madeira (Impact | Bookings), ao Emanuel (HellXis), Death Will Come, Cold Blooded, For The Glory, LifeDeceiver, Hard To Deal, Mike Ghost (Men Eater), Renato Cabral, Sandrine Martins, Rui Gaiola e Edgar Barros. Um obrigado a todos eles e esperamos poder continuar a contar com todos vós.

A THOUSAND WORDS - HARDCORE LIVES 2011


O 4THEKIDS não pode deixar de agradecer a disponibilidade da banda e deseja a todos a maior sorte. Obrigado.

FACEBOOK

27/05/2011

Entrevista a Lou Koller (SOIA)

Ora bem, já tenho isto guardado desde o ano passado e entretanto esqueci-me de partilhar esta pequena entrevista que foi feita na ocasião da NY United Tour que passou por corroios.Aqui têm o resultado final, hope you enjoy it!



Entrevista a Lou Koller (SOIA)

Foi no dia 22 de Novembro do ano passado que tivemos a honra de receber no Cine Teatro de Corroios a New York United Tour com Madball e Sick of it All de Nova Iorque a encabeçar o cartaz e a abrir Anal Hard e Cold Blooded, espanhóis e portugueses respectivamente.

Tivémos a oportunidade de conversar por instantes com o vocalista de Sick of it All, e aqui têm o que resultou dessa pequena troca de palavras.



So, you guys have the NY United tour going and I wanted to ask you how is It going and how does it feel doing this tour together with Madball, since you guys are two of the most important bands in the NY hardcore scene?

Lou: Many hanks for that but, the tour has been going great, it's been a lot of fun. We've known each other for many many years and we've toured together before. In the states we did Persistence Tour but it was, you know, also with Terror, Comeback Kid and Walls of Jericho and all that, but this is just with Madball. The time was right 'cause you know, both of us have new records out and also for the fans to try and do something special you know? So that's why we put it together.


And how does it feel to still be active after more than 20 years of career?

It's a double-edged sword. When we're here in Europe it's amazing because we have young kids and the old fans and in the United States it's more of a generational thing. It's weird there'll be a band that sounds exactly like either us or Madball, they're kids who are in their twenties and that's who those kids go see, they don't give a crap about the older bands. Some of them do, but not a lot.


What it your stance in relation to what people say that “hardcore is dead”, because Madball came out with a song that's pretty clear on that. What would you say to those people?

It's dead for them . And it's the same thing when somebody asks me about this tour and they say “ This is historical because you guys are the last of the great hardcore bands and a tour like this will never happen “. I was like “Yes maybe for our generation” but for a younger generation maybe there's two bands that 5, 10 years from now they're gonna be like “I can't believe they're touring together”.


What do you guys do in your professional life besides being in a hardcore band, because lots of people think that hardcore artists live only from this?

Well, we do this to make a living, but we have been lucky. Sometimes it's very hard, when we stop writing we stop making money and we get jobs like everybody else. When I'm home now, I have a baby daughter, she's only five months old so I take care of her, it's a lot of fun. But other than that, I used to work with my brothers, my older brothers do construction, whatever you can you know? And it was all just to keep doing this.


We know that Freddy for instance, has a Hip Hop project, and I don't know if for you guys Hip Hop has been an influence so, do you feel that it has been an influence and in what way is it similar to hardcore for you?

Definitely. Back in the old days in the early days of Hardcore, Hip Hop was coming up at the same time and a lot of Hip Hop artists would come down to CBGB's and be amazed. Back on our first album we had KRS-One do an intro and we have done shows with KRS-One. So yeah, of course it's an influence, you can hear it in the groove parts of all the songs.


Do you guys ever feel the urge to do something completely different?

We've tried different stuff, me, not really. I mean, every hardcore singer now goes out and do an acoustic project and all that. Me, I'm not cut out for that stuff, I love this, I've always loved this, this is what moves me. Yeah, I like some acoustic artists but I like them doing it, I don't wanna hear me sing acoustic.


You were speaking about your album that came out this year, so I wanted to know what is different in the creation process of an album since you guys are now a mature band and well-defined since previusly you were just angry kids?

That's exactly what it is. I mean, In the first two albums it was just me and Pete mostly, Armand wrote some songs, even Craig before he was in the band he wrote one song with us in the first record, but it was mostly me and Pete just venting our frustrations, and then by the time of “Scratch the Surface”, it was all four of us, then the last two records was musically Pete and Armand and I would write lyrics and Armand would write lyrics...and it was more mature. It's not just hating the world, it's being angry for a purpose and stuff like that.



Could you tell us about your first experience in hardcore and how it changed you?

Aw man!My first experience was at CBGB'S. The first show I went to was Corrosion of Conformity back when they sounded like Black Flag and had the singer of the “eye for an eye” era. And it was amazing, and the next weekend I got a flyer and it said “ Next week – Agnostic Front homecoming show” and this is the Victim in Pain, it was 1985, it was a long time ago. And that was the show that changed everything for me 'cause we went in and everybody had a shaved head, It was like a tribute of AF coming home from their US tour, and I had long hair and nobody gave a shit. I'm sitting there talking to this guy and he turns around and walks on stage and it was Vinnie Stigma and that feels different. I'm like “I just talked to the guy from the band and he didn't have an attitude, he didn't have bodyguards and just wanted to hang out” and it was fucking great.



What do you feel has propelled you more into the hardcore scene?

To me it was the sense of acceptance, you didn't have to look a certain way, you didn't have to dress a certain way. I know there is a style to hardcore know and even we adapted. I cut my hair like after the third week of going hardcore, I cut it short. I could've kept it long if I wanted it to but I felt cooler cutting it (laughs). But yeah, my big thing is that you could look and be whatever you wanted. I don't think it's true today anymore, but personally I still do what the hell I want.



How would you, in your opinion, describe the Hardcore community and its main values?

To me, the main values is, like I said, open-mindedness. Try to be accepting of each other and yeah, everybody has a different opinion around that and sometimes you disagree with it but at least when we're here at these shows, everybody should just get along.



Just to finalize this interview, do you have a message for the portuguese crowd?

Thanks for all the years of support ,I mean, we're really grateful. I know it sounds cheesy, but people don't understand how grateful we are to be able to do this our whole lives. And now I have a daughter and I'm proud to show her like, photographs and stuff. Even when she gets a little older I hope, if we're still going to bring her over to Europe and meet the people. And it is a cheesy saying, I think Hardcore did save our lives. It took us out of our little neighborhoods in New York and showed us the world and different ideas that people had. And that's why I think we're more broad-minded and I think it really helped us develop our character.

13/05/2011

LIFEDECEIVER

O 4theKids esteve à conversa com o guitarrista dos LIFEDECEIVER, Bruno Russo. Este foi o resultado da entrevista.

Há, sensivelmente, dois anos, os LIFEDECEIVER eram uma banda nova que nos concedia a sua primeira (?) entrevista. Dois anos volvidos, sentem que ganharam mais, ou perderam mais enquanto banda?

Obviamente que sentimos que ganhámos, nem que tenha sido maturidade. Acho que, quando as bandas começam a perder algo, e não conseguem compensar essa perda com algo de bom, mais vale acabarem. Somos uma banda com os pés bem acentes na terra, daí termos feito um pequeno hiatus no meio destes dois anos de banda.

Esse hiatus serviu para reorganizarem a banda, portanto. Como se aperceberam dessa necessidade?

Não querendo tirar mérito ao Pedro Romano e ao Tiago Plácido, nós queriamos evoluír tecnicamente e, quando a música / banda não se trata de uma das prioridades de alguns elementos, tem de se tomar medidas. Mas respondendo à pergunta, apercebemo-nos dessa necessidade quando sentimos que precisávamos de alguém mais experiente para nos acompanhar no rumo que queríamos seguir.

A própria estrutura da banda também se alterou, entrando novos membros. Fala-nos sobre essas alterações.

Em seguimento do que disse na primeira pergunta, nós somos uma banda com os pés bem acentes na terra e chegámos à conclusão que precisávamos de mudar a formação. Queríamos alguém com mais experiência e versatilidade no mundo da música. Foi por isso que surgiu o interesse pelo João (Bateria) que é um músico bastante experiente e versátil que nos ajudou bastante a evoluír. Quanto ao Nuno (Baixo), é um amigo de longa data que sempre nos acompanhou desde os primeiros ensaios e a nossa escolha para ocupar o lugar deixado não podia ser mais óbvia.

O vosso novo baterista é, também, membro dos Utopium. Como chegaram à conclusão que ele era a pessoa indicada para tal, sendo que Utopium não será necessariamente um habitué nos concertos de hardcore?

O João já acompanhava por fora o nosso projecto desde as primeiras 'passadas' e, tal como disse anteriormente, é um músico muito versátil e cujos gostos musicais também vão ao encontro dos nossos e ao som que practicamos. Daí a escolha óbvia. Bateristas também não é o que mais se encontra por aí em Portugal e, sinceramente, nós preferimos ter alguém que se dedique e mostre provas do seu valor a tocar ao nosso lado. Só para teres noção no primeiro ensaio com o João tocámos tudo quase à primeira. Foi amor à primeira vista (risos)

Já na altura da primeira entrevista, consideravas como grandes influências bandas como Integrity ou Electric Wizard. Atendendo a concertos recentes, essas influências estão mais vivas do que nunca, certo? Que mais vos influencia no processo de criação?

Certo. Nós não temos um processo base de criação de músicas, também não é o que sai à primeira, atenção! Também não nos juntamos na sala de ensaios e dizemos 'ah, baza fazer uma cena tipo isto ou aquilo'. O nosso objectivo base no processo de criação sempre foi a originalidade; no entanto, é normal que os nossos gostos pessoais se reflictam na música que tocamos. Nós somos 4 e, todos nós, ouvimos cenas diferentes uns dos outros, embora haja gostos em comum. Integrity e Electric Wizard são bons exemplos disso.

Algo mais para além de música, como influencia?

Como acho que já deu para perceber, nós somos uma banda um bocado conceptual. Não vou massacrar-vos a falar do que está e não está mal nos dias de hoje, porque isso já está muito batido. Mas tudo o que é negativo acaba por nos influenciar, acabando por ser o nosso escape. Gostamos de abordar - utilizando metáforas - temas como o oculto, a falsidade e a merda que o ser humano e o mundo são. Tal como uma letra nossa diz “I TRY AND TRY TO LOVE THIS WORLD, BUT HOW CAN I LOVE SOMETHING THAT SPITS ON ME?”.

A banda prepara-se para lançar um split com Utopium, como surgiu essa ideia? O artowork já circula por aí, certo?

A ideia surgiu naturalmente. Nós tinhamos 4 temas 'arrumados' na gaveta há mais de um ano - podem ouvi-los no facebook - e quando decidimos convidar os Utopium para fazer um split connosco, eles encontravam-se a gravar album. Juntando o útil ao agradavel, seleccionaram 3 temas pra colaborarem connosco no split, que sairá em vynil. Por outro lado, também quisemos fazer uma cena diferente, daí as duas bandas terem sonoridades distintas uma da outra, mas com ideias iguais. O artwork foi hoje divulgado para abrir um bocado o apetite.

O artwork, como grande parte do vosso merch, é também da autoria do Mike (vocalista)?

Exacto.

Para além desse split, que outros projectos têm em mente para o futuro? Ainda ambicionas “juntar os teus companheiros de Never Fail e os de Lifedeceiver numa carrinha e andar a tocar pela Europa duas vezes por dia até ficar sem dedos”?

Para além do split, vamos gravar um EP conceptual ainda este ano. Tirando isso, pretendemos espalhar a nossa música por vários estilos e concertos. Desde o Hardcore ao Metal. Quanto à tour, acho que é o que qualquer banda ambiciona mas tudo a seu tempo. acho que não faz grande sentido fazer uma tour sem ter um nível minimamente aceitável de projecção.

Queres desvendar um pouco sobre esse EP conceptual?

Não há grande coisa a desvendar, alguns temas já são tocados ao vivo mas que, para o EP, vão receber “tratamento” especial. Podem esperar algo diferente do que já foi feito por cá.

Mas qual é o conceito por detrás desse EP?

Tudo a seu tempo.

Há uma certa ideia dos LIFEDECEIVER serem um pouco “too metal for hardcore, too hardcore for metal”, não achas? Isso de certa maneira vos limita?

Isso até me dá um certo gozo mas, por acaso, temos tido boa recepção por parte do público metaleiro. Tal como disse anteriormente, nós queremos tocar para todo o tipo de pessoal. Porque o publico do metal é mais abrangente, daí haverem vários subgéneros. O público hardcore não é muito receptivo a projectos diferentes, a não ser que sejas alguém “conhecido”, porque aí já gostam todos do teu side-project e dizem que é muito bom.

Quando é que vemos a banda dentro de um dos grandes festivais nacionais? Mais alternativos, metal e assim, claro.

Embora não seja grande, mas que é um festival que certamente vai crescer, vamos tocar no Metal Gate na Marinha grande juntamente com os WAKO, SWITCHTENSE, PRAYERS OF SANITY, HILLS HAVE EYES, MY CUBIC EMOTION, entre outros. Quanto a festivais grandes, recebemos um convite para tocarnos na edição de um festival grande de metal no próximo ano, mas não faz sentido dizer qua é agora. Principalmente, porque os festivais também seguem uma linha de divulgação de nomes. Por outro lado, até ao próximo ano muita coisa pode acontecer.

Dizias-me um dia que sentes que a banda tem a sua fanbase na zona de Pombal. Alguma explicação para tal?

Sinceramente, até eu gostava de perceber esse “fenómeno”! Mas a gente daquela terra tem muito valor porque, hoje em dia, Pombal é um ponto de passagem para qualquer banda nacional que queira fazer uma tour por cá. São pessoas humildes e receptivas, que trabalham muito bem e sabem fazer as coisas como deve ser! Posso dizer que o nosso melhor show (a nível de público) foi em Pombal. Para uma banda como nós, tocar para 120 pessoas, (+-) sendo nós a banda headliner, foi algo muito gratificante. No nosso facebook temos alguns videos dessa actuação.

Por outro lado, sentem que, exceptuando em Pombal, o pessoal não vos dá o crédito devido e merecido?

Nada disso. Ainda que gostasse que as pessoas tivessem menos palas nos olhos, mas no fundo todos temos um bocado, não é? Não me posso queixar da receptividade que temos tido nesta ultima vaga de concertos. Por exemplo, em abril tocámos em lafões como support act de Before The Torn e éramos a primeira banda. A sala já estava composta quando estávamos a tocar e não estávamos à espera disso. Estávamos algo deslocados do cartaz mas tivemos uma boa recepção. No hardcore, não se vê isso. E eu, pessoalmente, sou adepto de cartazes com variedade de estilos, acho que é uma mais valia para todos.


Num cômputo mais geral, achas que há uma crise de valores no hardcore nacional?

Sinceramente, esse tema já me enjoa nem faz muito sentido responder a isso porque não nos vejo como uma banda Hardcore. Mas aproveito para deixar a minha opinião do que tenho vindo a assistir nos ultimos tempos. Hoje em dia julgasse muito a aparência e os 'conhecimentos' que se tem no meio e isso mete-me nojo. As pessoas gostam da banda X porque tem o Y da banda Z, aparecem putos novos já com a indumentária certa só para se inserirem mais facilmente. Isso para mim não faz sentido, daí eu também me ter afastado um bocado do meio e ter passado a prestar atenção a outros estilos e meios musicais. Não desisti do Hardcore, mas sim das pessoas do Hardcore mas tendo em conta que as pessoas é que fazem o Hardcore acho que se compreende o meu afastamento da 'cena'. Queria acrescentar que esta resposta é minha e não em nome de LIFEDECEIVER.

Reservo-te agora o direito para usares este espaço como teu, dizendo o que te vai na alma.

Queria agradecer-vos pela oportunidade de nos darem a conhecer e também referenciar umas bandas que andam aí que deviam ouvir : Local Trap, Knives Out, Utopium, Dont Disturb My Circles, Alchemist, Adic Season e Goatfukk! O underground está de boa saúde e recomenda-se!


Ao 4theKids só nos resta agradecer a disponibilidade do Bruno na realização desta entrevista e desejar-lhe a ele e à banda a melhor das sortes.





11/05/2011

Entrevista: HARD TO DEAL




O 4TheKids esteve à conversa com outra das bandas emergentes na cena nacional: os Hard To Deal. Fica aqui o resultado:

1. Quem são os Hard To Deal e porque decidiram juntar-se para tocar?

Os Hard to Deal são 4 miudos (para já) com uma média de idades de 19 anos. Basicamente, isto tudo começou quando o Frodo e o Castilho trocaram umas ideias sobre criar um projecto de Hardcore. Ao fim de uns 5 meses a falar, lá marcámos um ensaio que, felizmente para alguns e infelizmente para outros, correu muito bem. Nesse 1º ensaio contámos com a presença de um amigo que actualmente já não está na banda numa guitarra e do nosso actual guitarrista, o Digas. Entrou também o Matheus que trouxe um pouco de ar fresco à banda. Não há um grande motivo para nos termos juntado... Apenas partilhamos o mesmo sentimento pelo Hardcore.

2. Quais diriam serem as vossas principais influências musicais?

Ao inicio tínhamos em mente criarmos som um pouco na onda de Knuckledust. Com o tempo, sentimos a necessidade de inserir algo melódico. Podemos assim dizer que somos influenciados, maioritariamente, por Knuckledust, Killing the Dream e , sem dúvida, Life Long Tragedy.

3. Quando poderemos vê-los ao vivo e o que podemos esperar de um concerto vosso?

Esperávamos que fosse só em Setembro, mas surgiu-nos um convite de um grande, grande amigo nosso para tocar dia 22 de Junho em Frielas. Aceitámos de bom grado. Depois disso, só a partir de Setembro sensivelmente. O que podem esperar? Atitude, vontade e amor à camisola.


4. Qual é a principal temática das vossas músicas?

Frustrações pessoais passadas, histórias de vida e momentos que nos marcaram e que , com mais ou menos dificuldade, ultrapassámos.

5. O que reserva o futuro para os Hard To Deal?

Esperamos, acima de tudo, bons tempos e que possamos tocar, tocar, tocar e espalhar um pouco da nossa mensagem. No inicio do Verão vamos gravar. Por isso fiquem atentos, através do facebook ou aqui pelo 4THEKIDS.

6. Que balanço fazem da cena hardcore na vossa zona?

No Cadaval o Hardcore está para morrer. As poucas pessoas que faziam a vila mexer a nível de concertos e vivem isto a 100% ou se mudaram ou preferem já não organizar concertos (na vila) devido às limitações constantemente impostas pela Câmara. Quanto a Lisboa, está como todos sabemos.

7. Palavras finais... digam o que vos vai na alma!

Estamos aqui para ficar, talvez possamos vir a ter 1 mudança no line-up, com a entrada de mais 1 membro pois sentimos que precisamos de 2 guitarras, mas ainda não encontrámos a pessoa ideal. Cada coisa a seu tempo. Queremos agradecer ao 4TK pela oportunidade e por tudo o que têm feito ao longo deste 5 anos de existência pelo Hardcore, ainda que nunca tenha sido dada, por algumas pessoas e bandas, o devido valor.
Da nossa parte resta-nos agradecer aos Hard To Deal pelo tempo despendido e desejar-lhes a maior das sortes para o projecto e que os possamos ver a destruir muitos palcos por este país fora (e já agora no estrangeiro também).

+ info sobre os Hard To Deal em http://www.facebook.com/HardtoDeal

09/05/2011

No Good Reason


Os No Good Reason já não são uma banda nova. Mas, mediante a falta de oportunidades prévias, algumas perguntas ficaram por fazer. Perante isso:

Almada e, no geral, a Margem Sul do Tejo, é conhecida por um som mais musculado. Uma forte influência do hardcore nova iorquino. Perante este cenário, como é que surgem os No Good Reason? (fazendo um som mais melódico, positivo e “alegre”)

PZ: Não querendo generalizar, quando começámos a ir a concertos back in the days havia um certo boicote por parte da margem sul em relação à margem norte e vice versa. Pessoal da margem sul ouvia maioritariamente bandas da margem sul e pessoal da margem norte bandas da margem norte, daí o som da margem sul nunca ter saído muito dos mesmos moldes. Nós na banda sempre tentámos fugir um pouco a isso e abrimos um pouco os horizontes. Aliás, o objectivo sempre foi fazer algo diferente do que se fazia, não só em Almada como em Portugal.

A banda pareceu, há alguns meses atrás, ter entrado numa espécie de indefinição. Em algum momento pensaram em deixar de tocar como “No Good Reason”?

PZ: Ia estar a mentir se dissesse que não. A banda esteve mesmo para acabar e se bem me lembro houve até um concerto que dissémos para nós próprios que o íamos encarar como o último (isto ainda antes do Gaiola ter entrado na banda), sem nunca anunciar como último concerto. O que é facto é que o concerto correu tão bem e foi tão fixe que decidimos que ainda não era a altura de por o ponto final.

Sentem, da vossa perspectiva enquanto banda, que demorou a ser-vos dado o crédito devido?

PZ: Essa é uma pergunta dificil porque o crédito devido, a meu ver, é as pessoas virem falar contigo no fim do concerto ou depois de ouvir algum som da banda e darem a sua opinião, boa ou má. Nota-se que pelo menos tomaram o tempo para ver se gostavam ou não e que tomaram a atenção suficiente para formar uma opinião. Com a quantidade de bandas que existem nos dias de hoje, alguém perder o seu tempo para definir o que acha de uma banda já não é nada mau. Agora, o que é facto é que os ultimos 4 ou 5 concertos da banda foram incrivelmente mais mexidos e melhores que todos os outros concertos que demos antes, e isso enquadra-se secalhar melhor no crédito devido que tavas a falar. Se assim for, sim. Secalhar 5 anos de banda foi um pouco de tempo a mais até isso acontecer, mas nós também somos uma banda em que tudo anda a passo de caracol.

Com o recente EP “Far Away” a banda recebeu imensos elogios. Os vossos concertos passaram, inclusive, a ser mais participativos. Como viram a recepção do mesmo?

PZ: Penso que a recepção ao disco foi mesmo muito boa e não esperavamos nem metade disto. Toda a gente sabe o quão dificil é vender vinis em Portugal. Nós recebemos 50 discos da Chorus of One e uma semana depois tavamos a pedir mais discos porque os primeiros já tinham voado.. Ficámos um pouco parvos com isto porque a banda, como disseste anteriormente, nunca tinha tido assim muita atenção. Lançámos o disco mais para nós que outra coisa qualquer (quem tem uma banda sabe o que é segurar um vinil da banda em que toca e nós estavamos fartos de CD-R’s) e eu pensava mesmo que iamos ficar com os 50 discos para sempre ahah. Ainda bem que não aconteceu. Lá de fora, vieram opiniões e reviews muito boas, graças ao esforço tremendo o Max da Chorus of One que mandou discos para todo o lado para promover o trabalho. Sabe sempre bem ver o trabalho e esforço reconhecido, ainda para mais quando na opiniao unanime da banda estas são as 4 melhores músicas que escrevemos até hoje.

A banda vai agora entrar num hiato indefinido por razões profissionais. De alguma maneira sentem que isso vem em má altura?

PZ: Por um lado sim, por outro lado não. Vem numa má altura porque a banda estava com pica como nunca esteve antes e estamos todos com vontade de tocar, fazer tours, etc. O lançamento do disco serviu de catapulta para isso e parece ser uma oportunidade única que vamos ter de desperdiçar. Por outro lado, esta paragem vai-nos dar tempo para pensarmos no que queremos fazer com a banda, secalhar compor uma coisa mais à seria (LP?).

Por outro lado, crêem que o mesmo poderá ser, na verdade, benéfico para vós? Isto tendo em conta a influência da experiência no processo artístico.

PZ: Acho que já respondi mais ou menos a isto na questão anterior. Queremos sem duvida gravar mais alguma coisa, e uma paragem vai ser boa para isso. Acontece também que o Ludgero vive no Algarve e está envolvido numa data de bandas, por isso esta banda não lhe consumir tempo com concertos e etc pode abrir algum espaço para compor e gravar algo com mais calma.

Olhando à música “College”, isso tem muito a ver com o passado recente dos vossos membros, não tem? (“emigrações” e assim). Acham que há um, quase total, descrédito dos jovens pela sua própria educação?

PZ: Lembro-me de perguntar ao Bráulio no que ele se tinha inspirado para escrever a letra desta música, pois foi das letras que mais gostei quando ele me mostrou o que tinha escrito para o EP. Respondendo à primeira parte da pergunta, penso que a ver com emigraçoes e isso tem mais a ver a “Far Away”. Esta “College” fala mais sobre esse mesmo descrédito pela própria educação e um pouco o deixa andar que se vê nas escolas e universidades. Há uma parte da música que diz “I don’t get it, kids join school with no interest” em que o Bráulio se baseou numa colega que tinha em aulas de design gráfico que dizia que não gostava de computadores. WTF? Há gente que se mete a estudar sem um minimo interesse por aquilo que estão a fazer, em vez de encarar isso como um periodo da vida para multiplicar conhecimentos e absorver tudo aquilo que se puder. Em relação a esta musica, uma revista alemã escreveu que as letras da banda eram sobre assuntos que não fazem sentido tipo escola e estudar... Para mim, ler isto foi brutal pois deu ainda mais credibilidade à letra e ao que ela diz. É caso para dizer: Estudassem!

Porquê “Tuesdays=Nowhere”? Normalmente as pessoas odeiam as segundas-feiras...

PZ: Segundas? Ou Terças? Epah eu sei o significado do nome da música, mas como o Bráulio é que a escreveu é melhor ser ele a responder.

Bráulio: "Nowhere" é um bar gay-bear em Nova Iorque onde todas terças-feiras o pessoal dentro da onda punk-hardcore se reune e passam apenas discos punk/post-punk entre os 70's e 80's. A letra, apesar das várias interpretações que possa ter, foi escrita tendo como pano de fundo uma amizade entre dois míudos do hardcore que finalmente encontram numa nova cidade um grupo de amigos não só com o punk-hardcore-diy em comum, mas também com vivências de que de alguma maneira foram difíceis de lidar numa cena que apesar de tudo continua algo machista e por vezes até mesmo xenófoba.

Vocês são igualmente conhecidos, por incluírem um número considerável de covers nos vossos sets. Qual é a vossa opinião das covers? Já não teriam músicas suficientes para fazerem um set exclusivo vosso, ou gostam de prestar tributo a bandas de que gostam?

PZ: Somos conhecidos por isso? Ahah. Nós começámos por tocar algumas covers porque já que ninguem se mexia nos nossos sons, mexessem-se nas covers. Eu gosto de ver bandas a tocar covers, dá sempre um bom toque ao concerto e não vejo muito mal nisso. As covers que tocámos (e acho que me consigo lembrar de todas) foram sempre de bandas que nos diziam alguma coisa e que secalhar andam um pouco esquecidas por quem ouve hardcore hoje em dia. Tocámos várias vezes a “New Child” de X-Acto e ficou tudo a anhar, covers de Black Flag nem sempre as pessoas reconheciam o que se estava a tocar, “A Time We’ll Remember” de Youth of Today a mesma coisa... Sim, secalhar com as musicas que temos já conseguíamos construir um bom set sem recorrer a covers, mas o que é facto é que 80% das musicas pre-EP já não as tocamos ao vivo porque já não as sentimos como sentíamos antes, por isso acabamos por ter de tocar algumas covers sempre.

Para finalizar, deixo-vos aqui o espaço que acharem necessário para algum tipo de consideração, agradecimento ou, simplesmente, dizer aquilo que acharem conveniente.

Obrigado pelo interesse que demonstraram na banda ao pedirem-nos para responder a esta entrevista. Sempre achámos essencial o trabalho que têm feito na 4 The Kids, não deixem isto morrer. Um obrigado também a toda a gente que apoia a banda e a todos os amigos que fizemos com a banda, especialmente aos Step Back, Shape, DOTD (RIP) e Decreto 77. Apoiem as bandas portuguesas que estão no início, Cold Blooded, Skrotes, e tantas outras. Peace.

Ao 4theKids, resta-nos agradecer a atenção disponibilizada pelos No Good Reason, desejando a todos os membros a melhor sorte pessoal e profissionalmente.

www.myspace.com/nogoodreasonhc