13/01/2011

For the Glory - Flash Interview

Prestes a lançar um dos álbuns do underground nacional mais aguardados do ano, os For the Glory acederam ao pedido do 4 the Kids e destaparam um pouco o véu daquilo que será "Some Kids Have No Face". Segue a entrevista, formato flash:



Para começar logo bem, afinal, quando é que sai o disco?

Boa forma e directa de perguntar.

O disco sairá durante o mês de Janeiro, mas poderá atrasar devido a questões de logística de prensagem, etc.Temos tudo pronto em relação ao artwork e só falta mesmo masterizar as músicas para depois enviar. Um questão de semana e estará nas lojas (ou num blogue de alguém).


Que surpresas se poderão esperar do disco? Algum tipo de colaborações com outros vocalistas ou membros de bandas?

Quando fazemos um disco, é algo especial é um pouco da nossa vida, da nossa vivência e da nossa luta diária que colocamos naquele bocado de plástico. Como tal, tudo é pensado (às vezes nem por isso mas pronto). Decidimos simplesmente colocar algumas pessoas por quem nutrimos a maior admiração, e aprendemos muito.

Amizades que já foram muito fortes, que se perderam e se reconquistaram, também temos novos amigos, pessoas que consideramos ser parte da família FTG.

Não acho a minima piada àqueles autocolantes com o “produced by” e “mixed by” e “qualquer coisa by”... tiram o mérito ao que tu fizeste. Compreendo que passe uma imagem apelativa à venda do teu produto, mas não quero que comprem o nosso disco por causa dos nomes que estiveram envolvidos na concepção do mesmo, sem ser o nosso obviamente. Portanto neste disco convidámos uns amigos para cantar uma música chamada THE PACK, que tem a ver com as nossas experiências e sobre quebrar barreiras (norte, sul, edge, vegan). Uma música sobre o sentido de comunidade, que é aquilo que o hardcore representa para mim.

Só houve pessoa que não pôde cantar porque não estava cá, mas ela sabe que também está lá representada. Para alguns deles foi a primeira que cantaram assim num estúdio... Resumindo foi uma grande noite.


Como nasceu a temática do “Some Kids Have No Face”?

O tema tem a ver com o simples facto de todos nós sermos apenas números e estatísticas para quem tem o poder, quem controla a nossa vida. Sejam os bancos, o estado, etc... seremos apenas mais número, metaforicamente não temos rosto, não temos cara e eles não veêm ou sentem o nosso sofrimento e a angústia de sobreviver numa sociedade negra que somente se interessa por jogos de poder e dinheiro.

Nós queremos ser mais que isso. Temos voz, temos ideias. Não somos apenas mais umas ovelhas no rebanho. Tentamos exprimir as nossas ideias seja através da música, ou através de simples conversas nos nossos trabalhos onde mostramos o que defendemos e acreditamos.


Será somente um conceito visual, ou terá igualmente impacto a nível lírico?

Como podes ver na resposta de cima e muito mais que imagem.


Este é o primeiro disco de For the Glory com o João Reis na guitarra. Podemos esperar uma substancial mudança sonora, face ao Survival Of The Fittest? (notar que SOTF fora gravado com JP)

Não há grandes diferenças, da mesma forma como o JP ajudou imenso na criação do SOTF, e a quem nós agradecemos para sempre o esforço que colocou na banda e é uma pessoa pela qual nutro uma consideração enorme.

O João é um míudo bem disposto, ele começou a tocar com FTG em Abril de 2010. Ele já vinha conosco para vários shows e um dia perguntámos se não gostava de experimentar fazer umas datas da tour porque queriamos ter duas guitarras, mas as cenas rolaram super bem e ele tem tudo a ver com a banda, é uma pessoa sincera e honesta, tem uma paixão enorme pelo core como todos temos e encaixou na perfeição.

É o solista de serviço e ajudou imenso no processo de escrita dos temas, como todos nós. Este disco foi escrito por todos sem excepção.


O que esperam alcançar com este disco? Com “Survival of the Fittest” deram imensos concertos lá fora, gravaram um vídeo... Afinal, o que vos resta fazer? Tour americana? Quem sabe, uma Tour Africana?

Não nos falta fazer nada, temos a banda por sermos amigos, não queremos ser algo que não somos. Vivemos cada dia de cada vez, queremos ter uma vida estável nos nossos trabalhos, comida na mesa e pagar as contas, queremos tocar quando nos quiserem a tocar, e queremos continuar a ser mais que uma banda, mas sim um grupo de amigos que nutre uma amizade forte, que criou um laço ao longo dos anos e que não se preocupa com a cena da música e das tours. Se fizermos tour bacano, se não fizermos bacano na mesma.

Todos temos vidas atarefadas portanto isto é um escape à nossa rotina diária.

Têm surgido propostas de tour na Russia, tour nos Balcans, etc... mas não podemos dar ao luxo de deixar as nossas vidas para trás e de deixar de meter a comida na mesa para ir a todo o lado. Vamos onde nos deixarem e vamos até onde conseguirmos.


Há uma pressão acrescida na banda, por serem unânimemente considerados como uma das melhores bandas Portuguesas e mesmo Europeias? Algum tipo de medo de desiludir?

Não considero,nem vejo as coisas desse prisma. Não temos que ser julgados, nem julgar ninguém. Quando lançamos um disco ou fazemos o que quer que seja com a banda, fazemos porque gostamos e estamos em sintonia. Não temo nada, apresentamos o que achamos que conseguimos fazer, foi um esforço que tivemos e tentámos ao máximo aproveitar estes tempos... tudo hoje em dia corre rápido, a cultura “fast food” está-se a aplicar ao hardcore e nós somos “slow food” por assim dizer... faz porque queres e sentes e não porque deves e tens, já dizia o Sam.

É a realidade, fazemos porque queremos e não esperamos ser julgados, apenas que disfrutem e apreciem, se não gostarem estamos bem na mesma, porque temos consciência que tentámos fazer o nosso melhor.


Quando é que se poderá ter um “cheirinho” do mesmo?

Creio que dentro de uma semana e pouca poderemos ter algo na nossa página na net, mas é uma questão de dias.


O 4theKids quer agradecer a disponibilidade, a abertura e a facilidade comunicativa que os For the Glory sempre demonstram quando solicitados pelos nossos pedidos, desejando-lhes a melhor sorte para o futuro da banda, musical e pessoalmente.


10/11/2010

Entrevista a Devil In Me


'Real kids with real issues'
Entrevista a Poli, vocalista de Devil In Me.

Podes ver a entrevista, clicando aqui.


30/08/2010

Runes

O 4theKids esteve à conversa com Dick Smith dos Runes, banda composta por membros dos The Legacy e dos Gold Kids. Segue então a entrevista.

How do two English guys and one Italian guy put together a Hardcore band?

Easily man. A lot easier than you would think. We're all so focussed on what we wanted runes to sound like, so when we get a small time to work together, we don't waste time playing nonsense that will never get used. We started the band because we love each others company and we get to see more of each other when we tour. In regards to the distance, we do our best to work around it, but it's hard, especially with me not having the Internet at the moment. Oh well, I'd rather have the distance and be in a band with one of my best friends, than be in a band of people I don't 'connect' with that might live in the same town.

It’s almost a hardcore super band, isn’t it? I mean, putting Legacy and Gold Kids member’s together…

Yeh, I guess you could say that, although there's a lot of people that would disagree with that term 'super'. We just took the good members from each band, so to me it's a super band.

It’s like Runes is going to sound like a mix of those two bands, or can we expect a whole new refreshing sound?

I guess we can't help but sound slightly similar to the bands we played in before, I mean, I spent a good few years with joey writing songs for the legacy, so when we write it has an element of that sound in there by default. But this is so different. It's better, for one. Much better. With me and joey writing most of the foundations of the music together, we get to shape it exactly how WE want.

Why “Runes”?

It's short. Easy. And it was suggested because we had an interest in runes used throughout history. And their aesthetic too. It was an artistic choice as well as an interest runes themselves.

What were the major influences, either musical or other ones, to the band?

I think if you can listen to the lyrics or read them, you'll be able to figure that out quite easily. Joey and I always wanted to do something a bit darker and a bit heavier, something that wasn't so bland. A sound that had dynamics to it, rather than just your 'let's play fast here, then go to a breakdown part here'. That's so worn out and transparent. We wanted to test our ability to actually write good songs that had good structure. Runes is bitter lyrically, in the truest sense, not because we thought it's 'cool' to be angry, I don't think there's anything cool about being angry. I hate it, but being angry or bitter really shaped our sound and influenced the band heavily.

It seems like there’s something of Integrity on Age of Enlightenment…

I'm not sure whether you mean the band or actual integrity? If you are talking about the band, then I can't really comment. I've never listened to more than one song in my life. I don't like them from what I've heard, it's not my thing. But that's not to say I don't mind the comparison, they are well respected band, so I'll take it as a compliment. Runes are better.

It looks like the lyrics are kinda dark and depressive, is that the lyrical direction of the band? I mean, what does the lyrics of Runes speaks about?

I wrote a lot of the lyrics with Joseph just after something significant happened, which is why I guess the lyrics aren't the happiest. I would love to be able to sing about real dark things more, say like Danzig, but that just wouldn't be perceived very well and I think you run the risk of sounding very trite and lame, so for now, I'll sing about what I've experienced.

What can we expect from Runes and your EP? Describe yourselves as a band…

We're releasing a four song 7" now as we speak, on anchors aweigh records. Like I said, if you know anything about our previous bands, then disregard that, it's not like them. We are not hardcore band, I've never said we were hardcore band. We just play as hard as we can, and as passionately as we can. That's all we know really. I genuinely think you can expect something different from your average 'hardcore' band, something totally different. If I had it my way, we'd be playing with stage shows and pyrotechnics and light shows, and girls dancing, but I'm a realist, that will come in time. As for a band, it's dark and heavy, what music should sound like.

Runes are going on tour with the label mates Lighthouse. How did it that happened?

Unfortunately, due to other commitments lighthouse couldn't dothe tour, which pretty much meant we couldn't either. But we are doing a few shows in November and possibly a proper tour in December. Keep looking on our pages online to see more details.

Can we expect you in Portugal in a near future?

Never say never, I would LOVE to say definitely. But we tour in a limited window of time, so if we can fit it into our schedule in the future then, see you there.

Speaking of it, have you ever came to Portugal? Do you know any of our hardcore bands or usually listen to any? (Day of the Dead is not allowed)

Unfortunately neither the legacy or gold kids have had that opportunity to come there, and a good reason to be in a touring band is to see as many places as possible, and take full advantage of that, so yeh, all I can say we'll try our best. I only know day of the dead, in terms of 'hardcore' bands. Oh and pointing finger too actually, my very first band were on the same label as them in Spain. Fight for change too right?

What are your expectations for the future of the band?

Tour as much as we possibly can, and hope that people will see how sincere we are about this band. I don't have any real expectations, I'll take it as it comes. But hopes, that's different. In an ideal world, we'll be touring with rammstein or Danzig and playing sold out venues all over the world.

List 5 hardcore albums that any hardcore kid must have on their shelf…

Don't limit yourself to hardcore. I'm not saying I don't listen to hardcore. I just think if I had only listened to hardcore, runes would not have taken the shape it has. So I guess my choices would be:

Descendents - milo goes to college

Nirvana - in utero

Rammstein - mutter

Danzig - ii

Runes - self titled 7"


Thanks a lot for your attention and time, you may say whatever you want to, here.

Contact us at : http://runesrunesrunes.com and find links to myspace/twitter/facebook/etc


Ao 4theKids, como será de esperar, resta agradecer aos Runes e, em especial ao Dick Smith, pelo tempo que nos disponibilizou para a elaboração da entrevista, bem como o interesse demonstrado. Thank you guys.

27/08/2010

Cold Blooded

A primeira pergunta não pode falhar: Quem são, e como nascem os Cold Blooded?
A banda nasceu em novembro de 2009 quando eu e o Kizz estavamos numa esplanada em Carcavelos a fazer tempo para ir ao Casino do Estoril. Tanto eu, como ele, já não tocavamos há uns tempos e estávamos com pica para fazer algo. Visto que arranjar pessoal para tocar à toa nao é bem a nossa onda, andámos uns tempos a tentar arranjar pessoal amigo para tocar. O Kizz falou com o João Reis que apesar de ter muitas bandas alinhou para a segunda guitarra, eu lembrei-me do Serjan para o baixo e o Serjan falou com o Nélson, visto saber que ele tocava bateria mas nunca tinha participado num projecto sério.
Recentemente, o João deixou a banda por motivos pessoais (no heart feelings) e ficámos reduzidos a 4 elementos.

A banda rebentou aí, com gravações de grande qualidade e um myspace bastante bem apresentado. Foi importante para vocês mostrar uma imagem de grande profissionalismo desde logo?
Não considero que seja uma necessidade mas sim, apenas a nossa maneira de fazer as coisas. Tanto eu como o Kizz já gravámos no Mad Dog anteriormente e sabíamos que o Paulão conseguia safar uma cena porreira a um preço acessível por isso... porque não?
O myspace não foi tão easy, mas andei a bater ca carola uns dias mais o html e consegui safar hahaha

A pergunta tem de ser feita, como nasce o “ragga” no fim da Ten Years Stronger?
Ao contrário do que possam pensar, o ragga nasceu de uma forma natural visto eu ouvir muitas cenas tipo Wayne Smith, Ninja Man, Bounty Killer, por aí...
Basicamente, a ideia surgiu num ensaio, soou bem e como tentar fazer uma cena diferente sempre foi um dos nossos objectivos, o ragga ficou.

A banda é recente, mas já tocaram no Norte, no Sul, no Centro e em Espanha. Foi um ínicio a matar da banda... – a sangue frio?
Sempre! Haha
Planeamos a gravação da demo e juntamente com a demo decidimos marcar uns shows para divulgar a mesma. Digamos que não somos o tipo de banda que fica a espera que as cenas caiam do céu...fazemos por isso!

Quais foram as melhores experiências desses concertos? (O da Galiza está reportado na newsletter da Juicy Records, certo?)
Certo.
Até agora foram todos boas experiências, mas o melhor concerto foi sem dúvida o de Faro.
Notou-se perfeitamente que o público já conhecia as malhas e não tiveram medo algum de se mexer. Desde já, um abraço ao Rafa e ao pessoal de A Thousand Words, que são os gajos mais bacanos, simples e humildes com quem lidámos nos últimos tempos.

Tocaram, inclusivé, com os No Turning Back – para muitos a melhor banda europeia de hardcore da actualidade – como é tocar com um dos grandes? Muito nervosismo?
Sinceramente, a última vez que fiquei nervoso num show foi quando toquei com Madball no Clube Lua há uns anos, fora isso, é apenas aquele nervosismo normal à espera que corra tudo bem.

E se pudessem escolher com quem tocar, quem seria?
Provavelmente bandas que já não tocam há muito tempo..

São elas algumas das vossas influências? (Quais são outras que tenham?)
As nossas influências são bandas dos anos 90 tipo, E town Concrete, Redline, Fury of V, Krutch, Full Court Press, hip hop , dub, ragga, sei lá...

Do que trata, isto é, liricamente, as músicas dos Cold Blooded? Para quem não está – ainda – familiarizado com a banda...
Nas letras de CB pode aparecer de tudo, na demo a opção do Kizz foi falar mais sobre questões pessoais, como amizade (Ten Years Stronger) ou vivências (Bonus Track), o hardcore e a cena hardcore portuguesa também vão estar sempre presentes porque escrevemos aquilo que vivemos e sentimos.

Os Cold Blooded e a Juicy Records têm muitos projectos em conjunto (tour report, unveil das sessões de gravação, etc). Como surgiram estas ideias e, quantas mais – já agora, quais – poderemos esperar num futuro próximo?
O patrão da Juicy é um grande amigo nosso e tem acompanhado a banda desde o início. Já foi também intitulado de tour manager, por isso anda conosco para todo o lado e não se queixa (pelo menos na parte em que está a mergulhar na piscina).
Se vão haver mais projectos...não sei, não depende de nós mas sim do CEO da Juicy!

A vossa demo tem como “subtítulo” Part Three... Afinal, quais são as duas primeiras partes?
Protect your neck foi a primeira musica de Wu Tang Clan para quem não sabe. Mais tarde, o Ol’ dirty Bastard (RIP) fez a segunda e nós como ouvimos Wu tang dia sim, dia não, surgiu a ideia de fazer a parte 3.

O feedback em relação à mesma (e já agora, em relação aos concertos), tem sido o mais positivo?
O feedback tem sido positivo, temos vendido demos e os concertos estão cada vez melhores por isso até agora não nos podemos queixar.

Quais são os planos e os objectivos que têm como banda?
Apartir de Setembro vamos começar a compor novos sons para depois gravar um EP e tocar pela europa fora se tudo correr bem. A longo prazo, passa por gravar um cd com 10/12 faixas, tocar o máximo possível e divertirmo-nos acima de tudo!

Muitos têm sido aqueles que vêem a necessidade dos Cold Blooded acrescentarem uma outra guitarra ao alinhamento, como vêem vocês essa questão?
Argh... não nos preocupamos assim tanto com aquilo que os outros dizem mas é claro que sabemos que precisamos de uma segunda guitarra. Como já mencionei anteriormente, ir buscar um cromo da guitarra à toa não é, de todo, a nossa maneira de fazer as coisas, por isso, até não acharmos alguém amigo com quem nos sintamos bem a tocar e que goste da nossa onda...nada feito.

Em jeito de despedida, cinco álbuns que qualquer miúdo do hardcore deveria rodar na aparelhagem...
Qualquer miúdo do hardcore deveria e deve pensar por si e ouvir aquilo que lhe apetece.

Agradeço desde já a vossa disponibilidade e deixo este espaço à vossa disposição para dizerem o que vos for na alma e\ou apetecer.
Queremos agradecer ao 4 the kids pelo convite de fazermos esta entrevista, ao Diogo e Blasph pelas participações na demo, Ema e Juicy Records por todo o apoio, ao João Reis que apesar de não fazer parte da banda está sempre conosco disposto a ajudar, todos os que nos ouvem, sentem aquilo que tocamos e nos apoiam incondicionalmente, Makeda Perretta pelas fotos, Rosavelha Produções, We Ride e todo o pessoal de Vigo e, por fim, ao xRafax e aos A Thousand Words por serem sempre impecáveis conosco.

Ao 4theKids resta apenas agradecer a atenção, disponibilidade e interesse mostrado pelos Cold Blooded para a elaboração desta entrevista, desejando-lhes a maior sorte, pessoal, musical e profissional. Obrigado.

07/01/2010

Entrevista a District9 - Meireles (Fresh Out The Box Blog)

Os District9 são um grupo de Harcore do sul de Bronx formado pelo Puerto Rico Myke em 1993. Nascidos no berço do Hip-Hop, representando uma ecléctica mistura de culturas, District9 tem infundido na sua música estas influências, com estilo, credibilidade e habilidade nas letras. Depois de 8 anos voltaram a tocar no festival de Hardcore, SUPERBOWL, em New York City. Passado um mês esgotaram os bilhetes para um concerto no CBGB. Sem dúvida que são um dos grupos que meteram o NEW YORK HARDCORE no mapa. o Cesar Ramirez falou comigo.




- what's good homie?
Cesar Ramirez - waz good god ....Chillando e por ai!?

-Como é que conheceste o Hardcore?
Cesar Ramirez - Eu conheci o hardcore através do Loki que era baixista de Close Call. Ele apresentou-me o Myke e experimentei tocar em Close Call, mas o nigga Myke disse que eu era wack (Risos), mas ele apoiou-me no que teria de aprender e progredi. Ele foi a pessoa que realmente me introduziu neste estilo de vida.




- Que memórias tens do Hardcore em Bronx?
Cesar Ramirez - Bem, ali só havia algumas bandas como Close Call, With Out a Cause e Rampage (Risos). Eu e o Kevin Smith dos Fahrenheit 451 iamos a sítios estranhos para ver estas bandas, como caves de igrejas, bem, onde houve-se um amplificador, havia um show (Risos). Bronx Hardcore ficou mais forte quando o Bond Street abriu. Eu trabalhei lá como barman quando tinha 13 ou 14 anos. Bons concertos foram lá feitos.

- Quem começou os District 9?
Cesar Ramirez - Quem começou District9 foi o Myke (Close Call), Loki (Close Call), Frank (With out a cause ), Ray (Close Call ) e eu.

-
District9 tem 16 anos de existência. Quais são os teus sentimentos em relação a esta longa carreira?
Cesar Ramirez - Bem, eu penso que district9 podia ter ido bastante mais longe do que fomos, mas Loki abandonou a banda.Depois eu sai e agora penso que foram apenas algumas más decisões que fizemos, mas eu amo a banda e nunca mudaria nada. Melhorei bastante e tive grandes experiências graças a ela.



-
Achas que a internet ajudou bandas como District9?
Cesar Ramirez - A internet ajudou District9 de várias formas, pelo facto de ser uma banda de Hardcore seria muito dificil as pessoas ouvirem nossa música sem ela. Ajudou-nos a fazer tours quando pudemos.

- Tu apareceste no documentário NYHC (New York Hardcore). Achas que District9 faz parte da história do movimento Hardcore de New York?
Cesar Ramirez - ohhhh Hellyeah...eu acredito que realmente começamos toda a cena Bronx Hardcore com os Fahrenheit 451 e estávamos na vanguarda. Éramos a cara do Bronx Hardcore e com isto abrimos muitas portas. Pusemos Bronx no mapa do hardcore.

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Com quem gostavas de voltar a dar concertos?
Cesar Ramirez - Gostava de voltar a tocar com toda a STF CREW de novo. Nos divertimo-nos tanto durante este tempo todo...


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Qual foi o ultimo disco que compraste?
Cesar Ramirez - wow eu não me lembro do ultimo disco que comprei (Risos), no bairro nos não compramos, só emprestamos (Risos).

-
O que citas como maior inspiração na tua vida?
Cesar Ramirez - A minha maior inspiração de momento e alguém tentar melhorar e superar-se a si próprio. É ver alguém a manter-se a cima da tona de agua, porque por aqui as coisas são muito difíceis e o ultrapassar de todas as tretas sao uma grande inspiração para mim.




- Que estilo de músicas ouves além de Hardcore e Hip-Hop?
Cesar Ramirez - Eu ouço tudo desde Jazz, Blues qualquer coisa que me chame a atenção, eu gosto mesmo de música. Nem sequer tenho um género favorito. Gosto de tudo.

- Moras perto do krs-one? (Risos)
Cesar Ramirez - Nah...eu não moro perto do almighty Krs!! (Risos)

- Qual o futuro dos Distict9?
Cesar Ramirez - District 9 quer lançar um cd com tudo o que temos gravado antigo e novo. E vamos também dar uns concertos em breve.

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O que conheces sobre Portugal?
Cesar Ramirez - Tudo o que sei sobre Portugal é que tem bad bitches (Risos).

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Tens mais alguma coisa que queiras acreascentar?
Cesar Ramirez - Eu só quero dizer que o Hardcore não é um estilo de música, mas sim um estilo de vida. Não interessa quantas tatuagens tens ou quanto duro és. É um estado de espírito que já nasce contigo. Fell me god (risos). Boa sorte com os teus projectos fam!! Stay Up!





Esta Entrevista foi Realizada pelo Joaquim Meireles, responsável pelo blog Fresh Out The Box.
Não deixem de visitar! Tem várias entrevistas e bastante material, não só sobre Hardcore, mas também sobre Hip-Hop!



03/11/2009

ONEXCHOICE by Seventh Dagger


(clica na imagem para ver maior)

27/08/2009

Entrevista a OVERCOME


Começou no Verão de 2005 esta "aventura" com o nome de Overcome. A aventura foi ganhando corpo e hoje são uma das bandas mais promissoras em Portugal. Com um disco acabado de sair o 4TheKids achou que este era o momento ideal para estar à conversa com a banda. Fica aqui o resultado.

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4THEKIDS (4TK): Antes de mais obrigado pela vossa disponibilidade. Isto é algo que eu pergunto sempre quando faço entrevistas mas acho que algumas tradições devem ser mantidas, por isso aqui vai: quem são os Overcome e como é que começaram com a banda?

Tiago (T) – Isto começou com o convite que o Sen e o Pedro me fizeram para cantar, e o que ficou combinado, visto eu nunca ter cantado em lado nenhum foi: eu fazia um teste e que se fosse bué mau eles mandavam-me embora, ainda tou à espera de uma resposta lol. Depois fizemos uns quantos ensaios só os 3 foi então que convidamos o Noia (80Yards). Seguiu-se a gravação da nossa 1ª demo gravada pelo Pex, e foi nessa altura que o convidamos para a 2ª guitarra. Todos nós já éramos amigos antes de Overcome, e isso é muito importante para uma banda.

4TK: Iniciaram actividades no Verão de 2005, pelo que já lá vão 4 anos. Que balanço fazem deste tempo juntos enquanto banda? Presumo também que já tenham partilhado muitos bons momentos (alguns maus também) juntos, algum em especial que queiram partilhar connosco?

T – Felizmente foram poucos os maus momentos, lembro-me apenas de quando assaltaram o estúdio onde ensaiávamos na altura e nos levaram muito material. Momentos bons, recordo-me do concerto com Madball, por ser a nossa banda de culto.

Pedro (P) – Lembro me também do festival SIDE BY SIDE de 2006 no Laranjeiro (MS), onde tocámos em substituição de uma banda que de momento não me lembro. Recordo me que a aceitação foi muito boa. Foi dos nossos primeiros concertos enquanto Overcome.

(foto da banda)

4TK: Acabaram agora de lançar o vosso primeiro álbum “à séria” depois de terem lançado 2 demos em CD-R. Como é que surgiu este disco e em que medida é que é diferente (se é que o é) daquilo a que os Overcome nos têm habituado?

T – Não existe nenhuma diferença daquilo que é Overcome ao vivo, a única diferença é mesmo na qualidade sonora diferente das Demos, nada mais.

P – Nós estávamos com algumas dificuldades em avançar com o lançamento do CD, tanto a nível financeiro como a nível de tempo para trabalhar na banda. Ao fim dum tempo decidimos entrar em contacto com o Emanuel (Hellxis Agency), ele gostou da ideia de trabalhar connosco e foi assim que se chegou ao ponto de hoje. Estamos todos contentes e até a data tem corrido bem!

4TK: “Positive Thoughts Bring Positive Moments” é o nome do disco que acabaram de lançar. O que vos levou a escolher este nome? É esta a vossa filosofia enquanto banda e enquanto pessoas?

T – Ya, sem muitas lamechices, acreditamos que o hardcore deve ser sempre positivo, a nossa mensagem é sobretudo para que o pessoal entre no movimento hardcore e que traga algo de bom, é uma mensagem que tentamos passar nos nossos concertos. Hardcore é festa, é amizade e união.

(o disco - já disponível)

4TK: Deram há poucos dias 3 concertos pelo país: Faro, Cacilhas e Porto … como correram os concertos e qual foi a reacção por parte do pessoal às novas músicas?

T – Foi bastante bom, infelizmente Overcome não tem tido muita disponibilidade para tocar em Faro e no Porto, contudo fomos bem recebidos e o pessoal aderiu e fez-nos sentir vontade de lá voltar mais vezes. Em Cacilhas, foi granda festão, muita adesão e sentimos que as pessoas, tal como nós, estavam felizes por finalmente Overcome conseguir lançar o álbum.

4TK:E que outros planos têm para a promoção deste vosso novo disco?

T – Tocar, tocar, tocar…É onde nos sentimos bem é em palco, e é isso que esperamos que este álbum nos proporcione, mais concertos, mais spots, novas fronteiras.

4TK: Estiveram recentemente a tocar em Espanha no Ressurection Fest. Ainda que abrir um festival seja sempre uma tarefa inglória porque o pessoal anda disperso e assim, presumo que não deixe de ser uma honra partilhar o palco com bandas como H2O, Hazen Street, Madball, entre outros. Falem-nos um pouco mais sobre essa experiência.

T – Apesar de ter essa desvantagem abrir um Festival, por outro lado sentimos o respeito dos portugueses que lá estavam, todos pensaram o mesmo: “ eh pah Overcome vai abrir, bora tar lá cedo e apoiar”, a grande parte do pessoal que estava ao inicio para nos ver eram Portugueses e isso deu-nos uma grande moral e o concerto correu bastante bem. Em relação às bandas sentimos o peso, afinal somos todos fãs das bandas que passaram por lá, mas no final depois do convívio no backstage já éramos todos da mesma família, e foi muito bom sentirmo-nos integrados no meio de pessoal tão díspar. O hardcore é mesmo isto, no fim já não havia porta nos camarins e foi granda festa.

(Live @ Ressurection Fest)
4TK: Já agora, pegando nos nomes com que tocaram… Sentem alguma pressão extra quando tocam com bandas que acabam por ser uma referência para muita gente ou o “feeling” em cima do palco é sempre o mesmo?

T – Quer queiramos ou não, sentimos sempre uma pressão positiva, mas também com a experiência que temos sabemos que de certeza que ninguém das nossas bandas favoritas vai nos ver, e no fim o que importa realmente é o pessoal que tá no pit e esses merecem sempre tudo de nós, e é isso que fazemos, Overcome dá tudo em cima do palco, seja para 1 seja para mil.

4TK: Vocês são da zona de Loures, de onde já saíram bandas bem conhecidas na cena nacional. Neste momento como anda o Hardcore em Loures?

T – Não existem tantas bandas como antigamente, mas aos poucos vão aparecendo algumas de grande qualidade. O hardcore em Loures ainda mexe e isso é o mais importante é a dedicação do pessoal á cena.
4TK: E no geral, que visão têm os Overcome neste momento daquilo que é o Hardcore cá em Portugal? O que acham também que podemos esperar no futuro?

T – O que eu noto em relação às bandas é que cada vez há mais qualidade, cada banda que aparece nova aparece logo com ganda qualidade sonora e isso é muito bom. A união entre as bandas também é muito boa, sinto que todas as bandas com quem tocamos anda nisto para fazer alguma cena e nunca existe mau ambiente. O pessoal também adere a todos os concertos, aos poucos vai desaparecendo aquela cena de “só vou ao concerto destes, ou daqueles”, e cada vez mais “vou a um concerto de hardcore”, novas caras, e isso é sempre bom, agora o pessoal mais velho na cena tem que fazer os putos sentirem-se bem-vindos, não nos podemos esquecer que os oldschool de agora foram os new school do passado.

( o pessoal a curtir num show de Overcome )

4TK: E o vosso futuro a médio/longo prazo? Há planos ou desejos que possam partilhar connosco?

T – O principal objectivo de Overcome é daqui a 20 anos ainda sermos todos amigos, e se continuarmos a fazer aquilo que gostamos que é tocar, melhor.

P – Continuar a tocar, gravar mais cenas, dar concertos e conhecer pessoal novo! Tocar no estrangeiro também está a ser negociado:)

4TK: Chegados que estamos ao final da entrevista resta-nos agradecer-vos por todo o apoio que têm dado ao blog e pelo tempo que disponibilizaram para esta entrevista. Aproveitar ainda para desejar a melhor das sortes agora com o novo disco. Assim sendo, para finalizar, alguma mensagem final para quem nos está a ler lá em casa?

T – Muito obrigado pela oportunidade. Queremos deixar uma mensagem para o pessoal que tá agora a entrar que é, não se deixem influenciar, pensem pela vossa cabeça, não existe uma bíblia onde diga o que devemos e o que não devemos fazer, o que vestir, o que ouvir para ser do hardcore, temos de ser nós próprios a decidir isso e sempre com uma mente aberta.

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Link para o Myspace:
http://www.myspace.com/overcomeband