11/05/2011

Entrevista: HARD TO DEAL




O 4TheKids esteve à conversa com outra das bandas emergentes na cena nacional: os Hard To Deal. Fica aqui o resultado:

1. Quem são os Hard To Deal e porque decidiram juntar-se para tocar?

Os Hard to Deal são 4 miudos (para já) com uma média de idades de 19 anos. Basicamente, isto tudo começou quando o Frodo e o Castilho trocaram umas ideias sobre criar um projecto de Hardcore. Ao fim de uns 5 meses a falar, lá marcámos um ensaio que, felizmente para alguns e infelizmente para outros, correu muito bem. Nesse 1º ensaio contámos com a presença de um amigo que actualmente já não está na banda numa guitarra e do nosso actual guitarrista, o Digas. Entrou também o Matheus que trouxe um pouco de ar fresco à banda. Não há um grande motivo para nos termos juntado... Apenas partilhamos o mesmo sentimento pelo Hardcore.

2. Quais diriam serem as vossas principais influências musicais?

Ao inicio tínhamos em mente criarmos som um pouco na onda de Knuckledust. Com o tempo, sentimos a necessidade de inserir algo melódico. Podemos assim dizer que somos influenciados, maioritariamente, por Knuckledust, Killing the Dream e , sem dúvida, Life Long Tragedy.

3. Quando poderemos vê-los ao vivo e o que podemos esperar de um concerto vosso?

Esperávamos que fosse só em Setembro, mas surgiu-nos um convite de um grande, grande amigo nosso para tocar dia 22 de Junho em Frielas. Aceitámos de bom grado. Depois disso, só a partir de Setembro sensivelmente. O que podem esperar? Atitude, vontade e amor à camisola.


4. Qual é a principal temática das vossas músicas?

Frustrações pessoais passadas, histórias de vida e momentos que nos marcaram e que , com mais ou menos dificuldade, ultrapassámos.

5. O que reserva o futuro para os Hard To Deal?

Esperamos, acima de tudo, bons tempos e que possamos tocar, tocar, tocar e espalhar um pouco da nossa mensagem. No inicio do Verão vamos gravar. Por isso fiquem atentos, através do facebook ou aqui pelo 4THEKIDS.

6. Que balanço fazem da cena hardcore na vossa zona?

No Cadaval o Hardcore está para morrer. As poucas pessoas que faziam a vila mexer a nível de concertos e vivem isto a 100% ou se mudaram ou preferem já não organizar concertos (na vila) devido às limitações constantemente impostas pela Câmara. Quanto a Lisboa, está como todos sabemos.

7. Palavras finais... digam o que vos vai na alma!

Estamos aqui para ficar, talvez possamos vir a ter 1 mudança no line-up, com a entrada de mais 1 membro pois sentimos que precisamos de 2 guitarras, mas ainda não encontrámos a pessoa ideal. Cada coisa a seu tempo. Queremos agradecer ao 4TK pela oportunidade e por tudo o que têm feito ao longo deste 5 anos de existência pelo Hardcore, ainda que nunca tenha sido dada, por algumas pessoas e bandas, o devido valor.
Da nossa parte resta-nos agradecer aos Hard To Deal pelo tempo despendido e desejar-lhes a maior das sortes para o projecto e que os possamos ver a destruir muitos palcos por este país fora (e já agora no estrangeiro também).

+ info sobre os Hard To Deal em http://www.facebook.com/HardtoDeal

09/05/2011

No Good Reason


Os No Good Reason já não são uma banda nova. Mas, mediante a falta de oportunidades prévias, algumas perguntas ficaram por fazer. Perante isso:

Almada e, no geral, a Margem Sul do Tejo, é conhecida por um som mais musculado. Uma forte influência do hardcore nova iorquino. Perante este cenário, como é que surgem os No Good Reason? (fazendo um som mais melódico, positivo e “alegre”)

PZ: Não querendo generalizar, quando começámos a ir a concertos back in the days havia um certo boicote por parte da margem sul em relação à margem norte e vice versa. Pessoal da margem sul ouvia maioritariamente bandas da margem sul e pessoal da margem norte bandas da margem norte, daí o som da margem sul nunca ter saído muito dos mesmos moldes. Nós na banda sempre tentámos fugir um pouco a isso e abrimos um pouco os horizontes. Aliás, o objectivo sempre foi fazer algo diferente do que se fazia, não só em Almada como em Portugal.

A banda pareceu, há alguns meses atrás, ter entrado numa espécie de indefinição. Em algum momento pensaram em deixar de tocar como “No Good Reason”?

PZ: Ia estar a mentir se dissesse que não. A banda esteve mesmo para acabar e se bem me lembro houve até um concerto que dissémos para nós próprios que o íamos encarar como o último (isto ainda antes do Gaiola ter entrado na banda), sem nunca anunciar como último concerto. O que é facto é que o concerto correu tão bem e foi tão fixe que decidimos que ainda não era a altura de por o ponto final.

Sentem, da vossa perspectiva enquanto banda, que demorou a ser-vos dado o crédito devido?

PZ: Essa é uma pergunta dificil porque o crédito devido, a meu ver, é as pessoas virem falar contigo no fim do concerto ou depois de ouvir algum som da banda e darem a sua opinião, boa ou má. Nota-se que pelo menos tomaram o tempo para ver se gostavam ou não e que tomaram a atenção suficiente para formar uma opinião. Com a quantidade de bandas que existem nos dias de hoje, alguém perder o seu tempo para definir o que acha de uma banda já não é nada mau. Agora, o que é facto é que os ultimos 4 ou 5 concertos da banda foram incrivelmente mais mexidos e melhores que todos os outros concertos que demos antes, e isso enquadra-se secalhar melhor no crédito devido que tavas a falar. Se assim for, sim. Secalhar 5 anos de banda foi um pouco de tempo a mais até isso acontecer, mas nós também somos uma banda em que tudo anda a passo de caracol.

Com o recente EP “Far Away” a banda recebeu imensos elogios. Os vossos concertos passaram, inclusive, a ser mais participativos. Como viram a recepção do mesmo?

PZ: Penso que a recepção ao disco foi mesmo muito boa e não esperavamos nem metade disto. Toda a gente sabe o quão dificil é vender vinis em Portugal. Nós recebemos 50 discos da Chorus of One e uma semana depois tavamos a pedir mais discos porque os primeiros já tinham voado.. Ficámos um pouco parvos com isto porque a banda, como disseste anteriormente, nunca tinha tido assim muita atenção. Lançámos o disco mais para nós que outra coisa qualquer (quem tem uma banda sabe o que é segurar um vinil da banda em que toca e nós estavamos fartos de CD-R’s) e eu pensava mesmo que iamos ficar com os 50 discos para sempre ahah. Ainda bem que não aconteceu. Lá de fora, vieram opiniões e reviews muito boas, graças ao esforço tremendo o Max da Chorus of One que mandou discos para todo o lado para promover o trabalho. Sabe sempre bem ver o trabalho e esforço reconhecido, ainda para mais quando na opiniao unanime da banda estas são as 4 melhores músicas que escrevemos até hoje.

A banda vai agora entrar num hiato indefinido por razões profissionais. De alguma maneira sentem que isso vem em má altura?

PZ: Por um lado sim, por outro lado não. Vem numa má altura porque a banda estava com pica como nunca esteve antes e estamos todos com vontade de tocar, fazer tours, etc. O lançamento do disco serviu de catapulta para isso e parece ser uma oportunidade única que vamos ter de desperdiçar. Por outro lado, esta paragem vai-nos dar tempo para pensarmos no que queremos fazer com a banda, secalhar compor uma coisa mais à seria (LP?).

Por outro lado, crêem que o mesmo poderá ser, na verdade, benéfico para vós? Isto tendo em conta a influência da experiência no processo artístico.

PZ: Acho que já respondi mais ou menos a isto na questão anterior. Queremos sem duvida gravar mais alguma coisa, e uma paragem vai ser boa para isso. Acontece também que o Ludgero vive no Algarve e está envolvido numa data de bandas, por isso esta banda não lhe consumir tempo com concertos e etc pode abrir algum espaço para compor e gravar algo com mais calma.

Olhando à música “College”, isso tem muito a ver com o passado recente dos vossos membros, não tem? (“emigrações” e assim). Acham que há um, quase total, descrédito dos jovens pela sua própria educação?

PZ: Lembro-me de perguntar ao Bráulio no que ele se tinha inspirado para escrever a letra desta música, pois foi das letras que mais gostei quando ele me mostrou o que tinha escrito para o EP. Respondendo à primeira parte da pergunta, penso que a ver com emigraçoes e isso tem mais a ver a “Far Away”. Esta “College” fala mais sobre esse mesmo descrédito pela própria educação e um pouco o deixa andar que se vê nas escolas e universidades. Há uma parte da música que diz “I don’t get it, kids join school with no interest” em que o Bráulio se baseou numa colega que tinha em aulas de design gráfico que dizia que não gostava de computadores. WTF? Há gente que se mete a estudar sem um minimo interesse por aquilo que estão a fazer, em vez de encarar isso como um periodo da vida para multiplicar conhecimentos e absorver tudo aquilo que se puder. Em relação a esta musica, uma revista alemã escreveu que as letras da banda eram sobre assuntos que não fazem sentido tipo escola e estudar... Para mim, ler isto foi brutal pois deu ainda mais credibilidade à letra e ao que ela diz. É caso para dizer: Estudassem!

Porquê “Tuesdays=Nowhere”? Normalmente as pessoas odeiam as segundas-feiras...

PZ: Segundas? Ou Terças? Epah eu sei o significado do nome da música, mas como o Bráulio é que a escreveu é melhor ser ele a responder.

Bráulio: "Nowhere" é um bar gay-bear em Nova Iorque onde todas terças-feiras o pessoal dentro da onda punk-hardcore se reune e passam apenas discos punk/post-punk entre os 70's e 80's. A letra, apesar das várias interpretações que possa ter, foi escrita tendo como pano de fundo uma amizade entre dois míudos do hardcore que finalmente encontram numa nova cidade um grupo de amigos não só com o punk-hardcore-diy em comum, mas também com vivências de que de alguma maneira foram difíceis de lidar numa cena que apesar de tudo continua algo machista e por vezes até mesmo xenófoba.

Vocês são igualmente conhecidos, por incluírem um número considerável de covers nos vossos sets. Qual é a vossa opinião das covers? Já não teriam músicas suficientes para fazerem um set exclusivo vosso, ou gostam de prestar tributo a bandas de que gostam?

PZ: Somos conhecidos por isso? Ahah. Nós começámos por tocar algumas covers porque já que ninguem se mexia nos nossos sons, mexessem-se nas covers. Eu gosto de ver bandas a tocar covers, dá sempre um bom toque ao concerto e não vejo muito mal nisso. As covers que tocámos (e acho que me consigo lembrar de todas) foram sempre de bandas que nos diziam alguma coisa e que secalhar andam um pouco esquecidas por quem ouve hardcore hoje em dia. Tocámos várias vezes a “New Child” de X-Acto e ficou tudo a anhar, covers de Black Flag nem sempre as pessoas reconheciam o que se estava a tocar, “A Time We’ll Remember” de Youth of Today a mesma coisa... Sim, secalhar com as musicas que temos já conseguíamos construir um bom set sem recorrer a covers, mas o que é facto é que 80% das musicas pre-EP já não as tocamos ao vivo porque já não as sentimos como sentíamos antes, por isso acabamos por ter de tocar algumas covers sempre.

Para finalizar, deixo-vos aqui o espaço que acharem necessário para algum tipo de consideração, agradecimento ou, simplesmente, dizer aquilo que acharem conveniente.

Obrigado pelo interesse que demonstraram na banda ao pedirem-nos para responder a esta entrevista. Sempre achámos essencial o trabalho que têm feito na 4 The Kids, não deixem isto morrer. Um obrigado também a toda a gente que apoia a banda e a todos os amigos que fizemos com a banda, especialmente aos Step Back, Shape, DOTD (RIP) e Decreto 77. Apoiem as bandas portuguesas que estão no início, Cold Blooded, Skrotes, e tantas outras. Peace.

Ao 4theKids, resta-nos agradecer a atenção disponibilizada pelos No Good Reason, desejando a todos os membros a melhor sorte pessoal e profissionalmente.

www.myspace.com/nogoodreasonhc


08/05/2011

The New Blood - Flash Interview


São sangue novo do Algarve, mas começam a marcar a sua posição na cena hardcore nacional. Mais do que isso, são a prova de que existe quem queira ser mais do que um espectador passivo, optando por pegar, neste caso, em instrumentos e fazer parte de todo um mundo que é, evidentemente, também seu. O 4TheKids esteve à conversa com os The New Blood e fica aqui o resultado:

1. Quem são os The New Blood e porque decidiram juntar-se para tocar?

Antes de mais queria agradecer por esta grande oportunidade que nos deram de estarmos aqui presentes neste blogue de grande relevo para a divulgação da cena nacional.
The New Blood é uma banda formada por um grupo de amigos da zona do Algarve, mais propriamente de Quarteira, começamos a ensaiar e a compor sons no mês de Março de 2010. Decidimos formar a banda depois de cada concerto que assistíamos, crescia-nos cada vez mais aquela vontade de agarrar nos instrumentos e tentar começar a construir algo que pudesse fortalecer ainda mais a cena hardcore nacional!


2. Quais diriam serem as vossas principais influências musicais?

As nossas influências são várias porque cada membro tem as suas preferências, desde do hardcore oldschool /straigth edge, metal e por ai fora, o que é visível no tipo de música que tocamos.

3. Quando poderemos vê-los ao vivo e o que podemos esperar de um concerto vosso?

The New Blood tem agora marcado 2 concertos para o mês de Maio, dia 21 em Portimão e dia 28 em Sevilha, que vai ser o nosso primeiro concerto fora de Portugal e para o qual estamos bastante ansiosos para ver o resultado desta experiência! No que toca aos nossos shows, não vos podemos prometer que vai ser o melhor concerto da vossa vida ate porque ainda estamos no princípio do nosso desenvolvimento como banda, mas uma coisa é certa, podem esperar 4 pessoas dedicadas, a darem o seu melhor em todos os palcos a cada segundo de cada música!
Queremos aproveitar para agradecer a uma pessoa que nos tem dado todo o apoio desde o inicio da banda que é o nosso grande irmão RAFAEL MADEIRA da Impact Bookings! Graças a ele, The New Blood é tudo o que é hoje, Obrigado mano!


4. Qual é a principal temática das vossas músicas?

As nossas músicas falam de temas como amizade, união, honestidade, respeito, humildade, amor-próprio e esta paixão por um estilo de música que nem sempre recebe bem a compreensão de todos, logo temos que nos manter unidos para não deixar este movimento morrer.


5. O que reserva o futuro para os The New Blood?

De momento estamos a procurar um estúdio para gravar a nossa primeira demo para podermos mostrar o nosso trabalho para além dos concertos que damos. Tirando isso vamos continuar a dar concertos no Algarve e tentar tocar fora dele. Por isso deixamos aqui no ar a quem nos quiser ajudar a arranjar datas, esteja há vontade em nos contactar!


6. Que balanço fazem da cena hardcore na vossa zona?

A cena hardcore na zona do Algarve não está má, tem aparecido algumas bandas novas de pessoal mais novo e também o público ajuda sempre à festa! O que é sempre bom, ar fresco na hora de curtir um bom show! Recomenda-se ao pessoal de todo o País a darem um salto cá por baixo, tanto para tocar ou apenas ver os concertos, que serão bem-vindos, só assim podemos quebrar certas barreiras que nos dividem.


7. Palavras finais... digam o que vos vai na alma!

Queria voltar a agradecer o facto de nos terem dado a oportunidade de expressar o nosso sentimento como banda neste grande blogue, e gostaríamos apenas de dizer: Não tenham medo de subir a um palco e mostrar a vossa maneira de pensar, nem de expressar o que sentem! Continuem a ir aos shows, apoiem toda a cena musical nacional! Sejam vocês mesmos e não deixem que a opinião dos outros vos mude como pessoas porque isto é união, amizade e respeito acima de tudo! Estamos todos aqui porque partilhamos o mesmo sentimento por isto! E quem estiver interessado em nos conhecer, contactar para concertos ou falar sobre algo podem sempre visitar o nosso myspace ou facebook. Basta colocarem “The New Blood” e entrem em contacto!

Abraço ai ao pessoal de 4thekids e obrigado a todos aqueles que nos tem apoiado!

Stay True!
O 4TheKids agradece a disponibilidade dos The New Blood.

+ info sobre a banda em

27/01/2011

Neighborz - Entrevista




4 The Kids - Quem são e como nasceram os Neighborz?

Neighborz - Obrigado por vocês também se enquadrarem neste nosso nome que engloba todo o panorama worldwide, NEIGHBORZ da EAST da WEST da NORTH e da SOUTH.

Os Vizinhoz nasceram aliados de Vizinhoz oriundos dos subúrbios da capital de Portugal, destacava-se a linhagem de Santo António Dos Cavaleiros, Odivelas, Sete Rios, Alcântara e Ajuda. A formação na altura era EU na voz, JONHY SHOW na guitarra (ex COLD BLOODED, ex GRANKAPO… Prematura de MORE THAN HATE e agora FOR THE GLORY) BRUNO VYNN na bateria (ex UNSTABLE e raiz oficial de STEAL YOUR CROWN) FREDDY no baixo (ex ONE MUST FALL e agora STEAL YOUR CROWN) e DI BELLA na outra guitarra (ex 6 BARRA ex GAMBLE TO SUICIDE) fizemos uma brincadeira num barracão que Gamble To Suicide tinha em meados de 2007 e nasceu por mera causa uma malha que até hoje a tocamos, NSB, que na altura era o que nos régia e era o que nós sentíamos, era o nosso CONDADO.

Nesse mesmo ano o jogo do suicídio, o rouba a tua coroa e o grande líder italiano, blindaram horas de conversa na Praia e na Piscina, ou seja, na vida louca desse graduado ano sobre este negócio dos Vizinhoz. Assim nesse mesmo ano de 2007 do mês 9 NEIGHBORZ marcou o primeiro ensaio em Linda a Velha onde as primeiras pingas de suor da vizinhança se começaram a unir e a crescer e nesse ensaio não podemos contar com o nosso camisola 10 JONHY SHOW que estava na Polónia em TOURNÉ com GRANKAPO.

Mal ele chegou no fim de semana a seguir o compasse começou-se a fortalecer, o Jonhy é um estratega onde os seus preciosos dedos fintam cordas de guitarra, digamos que é um cérebro da musica, NEIGHBORZ começavam-se a formar a sentir a formatura de que é erguer o sentido de o que é que é ser VIZINHO.

Tivemos uns 3 meses a ensaiar…só que a dinâmica da banda era difícil de estabelecer uma conexão mutua, visto que ambos tínhamos bandas e trabalhos…o tempo começou-se a contradizer com as nossas expectativas de desejo e a banda começou a ter menos ensaios, mas todos nós sabíamos que estava ali um potencial vindo bem do under de baixo e ground de cima, a própria banda e todos os elementos dela se aperceberam que avistava-se um fim a vista…perdemos duas pérolas, o Bruno e o Freddy, obviamente que para nós era uma desilusão para o nosso desejo interior, só que eu , o Jonhy e o Di Bella falámos em continuar esta brincadeira que pensamos e não pensávamos ter vim, então o Jonhy show da guitarra passou para a bateria o Di bella assumiu o papel do camisola 10 e eu continuei na voz…Brincámos, Brincámos, fizemos rascunhos instrumentais de malhas, mais aquelas que já tínhamos feito com o Bruno e o Freddy e em Janeiro de 2008, não me lembro bem do dia mas lembro-me que nessa tarde foi ver um concerto de Mr Miyagui, Nail Fail e não me lembro do resto das bandas peço desculpa, a minha raiz Hardcore ganhou evocação e ligou ao PEDRO (Ex Blood to Share, ex Warfare, ex KingZ Cross…que permanece agora em MORE THAN HATE, REALITY SLAP e SEMENTE OFICIAL de OVERCOME) que estava nos anos do NOSSO ETERNO OMAR (OMAR DESCULPA MAS NÃO ME LEMBRO DO DIA) que por ventura estava agora o nosso TALISMÃ, PRINCIPE PEXITO (Ex Da Swicht, ex Warfare e que mantém convicto a chama de INNER STRENGHT e de OVERCOME) para um ensaio na semana a seguir desse fim de semana.

Assim foi, nessa quarta feira EU, o JONHY, o PEDRO, o PRINCIPE e o DI BELLA demos o primeiro cheque mate de ensaio. Como nós os três sabíamos que não eram certos na banda porque tinham e têm compromissos chamados OVERCOME, INNER STRENGHT, REALITY SLAP e RIP KINGZ CROSS, só estavam a dar uma ajuda de IRMÃO, o nosso desejo e o nosso suor AGRADECEMOS e OBVIAMENTE que continuamos a agradecer (TAMBÉM SÃO VIZINHOZ) o Pedro foi sincero e voltou à sua classe que continua agora (RESPECT e THANKS PEDRO). O Pexito permaneceu como digno VIZINHO do qual eu vou estar grato para o RESTO DA MINHA VIDA, então voltou a haver uma chama na banda, Baterista, o Pexito interligou-se com o SHAGGY (ex baterista de Da Swicht e Warfare e Ex Vocalista de Inner Strenght) para ele ir dar também uma ajudinha na banda, obviamente que também durou pouco (RESPECT e THANKS SHAGGY) mais uma vez problemas na grande área Baterista, o Jonhy teve a ideia de convocar o nosso ETERNO IRMÃO PUTO RASTA, ou conhecido por vocês como BRUNO de 6 BARRA à qual devemos um M de sigla de MUITOOOOOOOOOOOO OBRIGADO… e com ele tivemos um tempo a tocar (1 ANO e TAL) para ele ganhar ritmo e confiança no que ele tocava. Entretanto tivemos outra perda o DI BELLA foi para INGLATERRA e a banda continuou e não esmerou, fizemos e gravámos seis malhas, NSB, DEAL, STAY ON THE STREETS, MYSTIC HOOD, PUZZLE OF MY VALUEZ (Agora PUZZLE OF MY AFFECTIONS) e a AFFILIATED.

A banda precisava mais de força Urbana ela própria puxava para isso, o feeling dela era de louvar devido a tanta força energética que ela transmitia para o nosso reino cerebral e para o nosso reino interior, então Eu, o Pexito e o Jonhy unimo-nos falámos e as nossa moléculas de sabedoria, inteligência, dignidade, afeição e de respeito chegaram a um consenso, vinha novamente a história do Baterista, mas desta vez foi mais fácil falámos com o nosso IRMÃO PUTO RASTA, e com todo AMOR , CARINHO , AFECTO e RESPEITO dissemos o sucedido, precisávamos de EVOLUÇÃO e optámos por lhe transmitir que queríamos EVOLUÇÃO mas que ele não conseguia chegar a esse patamar tinha e tem MUITA VONTADE e é das poucas pessoas que eu conheço com mais AMOR HARDCORE que anda aí, a sua raiz brilha como uma estrela vista do céu para a terra, mas a sua vontade não chegava ao patamar que nós queríamos, então mostramos-lhe o “FIM” da nossa carreira como Vizinho mas o INICIO da HISTÓRIA dos VIZINHOS ( OBRIGADO MEU PUTO , TAMOS JUNTOS).

Na 2ª feira dessa semana de Março de 2010 que não me lembro do dia, mas foi o dia que falamos com o nosso PUTO RASTA sobre o seu sucessor ( que no sábado anterior eu tinha falado com ele, mostramos o que tínhamos durante a semana e na semana a seguir depois de falar com o nosso PUTO RASTA, entramos em sala, derramamos suor por a cultura e o nosso coração mostrou-nos o que a força urbana que a banda pedia começasse a sentir). O SUCESSOR era sem mais nem menos como um sacerdote do HARDCORE, JONHY KRIME mas do KRIME da LEGALIDADE ( Ex Criminal Waste, três meses Ex de For the Glory, ex AK-47 e ex de Pura Repressão) ele sentiu severamente a banda, amou-a como um filho do hardcore e amou ela como um futuro integro de vizinho (HOJE É VIZINHO) e passado três meses e meio desde que ele entrou para a banda estava-mos a tocar ao vivo já com dois temas novos além daquele seis que referi, foi a MY HEART TALKS e a LORD OF MY EDUCATION.

Entretanto a banda teve outra ambição era gravar dois temas em 2011 só que a nossa ambição era tão grande que acabámos por gravar em vez de dois temas um álbum com 10 músicas e uma introdução dois meses antes do que a nossa ambição previa. Hoje passado 5 anos oficiais a história de NEIGHBORZ não parece ter FIM mas sim um INICIO. Com este decorrer de aventuras de DRUMS VERSUS DRUMS o nosso DI BELLA tinha chegado da terra da dona majestade onde viu e sentiu NEIGHBORZ ao VIVO, não tocou OFICIALMENTE mas sentimos MENTALMENTE a segunda guitarra na nossa ala direita.

Um aparte…

Recebi mensagem do nosso OMAR que veio a reflectir na minha perda de memória sobre o ano e o dia que NAIL FAIL tocou, o ano que Liguei ao PEX e ao PEDRO e o ano que o nosso OMAR fez anos, foi no dia 10 De Janeiro de 2007, obrigado OMAR ajudaste-me a completar o “ final “ até agora da história de NEIGHBORZ.

OBRIGADO ALMAS QUE PERTECERAM E PERTENCERÃO NA HISTÓRIA DOS VIZINHOS… AJUDA (BRUNO VYNN), ALCANTARA (FREDDY), SHAGGY (ODIVELAS), PEDRO (PINHEIRO DE LOURES), RASTA (ANJOS).

O line up agora é; eu (LEKAS, SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS), PEXITO (SÃO ROQUE), JONHY KRIME (PINHEIRO DE LOURES), JONHY SHOW (SETE RIOS) e DI BELLA (ODIVELAS).


4 The Kids - Qual a mensagem que querem passar?

Neighborz - A mensagem que queremos passar é que Nós como vocês (4 the kids) e para quem está a ler isto é que neste legado chamado hardcore, cultura de rua do consagrado movimento underground, é que continuem a acreditar nesta semente que cresceu dentro de vocês, semente essa que vos faz fluir com alegria sempre que as nossas pétalas estão em comunhão, seja em casa na loucura ou na paz, seja em concertos a sentir o amor do nosso coração, seja em bares na vida louca, seja por telemóvel para marcar isto ou aquilo, seja por internet para mostrar isto ou aquilo, seja o que for…o que interessa é a conectividade positiva verdadeira e leal, nós temos ramos nesta árvore com valores que tem troncos que crescem para o lado esquerdo ( prontas para ajudar quem for por caminhos errados), troncos a crescerem para o lado direito ( para esclarecer dúvidas de quem está incerto do que quer) e troncos a crescer para a frente que é o crescimento correcto que todos nós devemos ter e o pavimento que andamos acha mais correcto, esta é a função desta árvore que cresceu dentro de nós e está proporcionada a ajudar quem quer que seja, não por obrigação porque parece bem, mas sim por amor de coração, amor de amigo, amor de irmão…Porque como todos nós sabemos o hardcore é humilde, tem coração e é visto pela sociedade como um erro de juventude, julgada por ela por nos interpretar mal e intercalar-nos noutras culturas ( sem censura ao rap porque eu gosto de rap e sem censura ao metal porque é uma das minhas raizes e a raiz do hardcore também tem muita influencia metal) mas intercalar-nos do género “ olha um dread!” no entanto és do hardcore, “o que ouves ?” hardcore “o quê Metallica ?”, ( mas no entanto estão em casa ou no carro a ouvir um som qualquer com influência hip hop ( sem censura )e os lábios estão a mexer-se e a cantar o que julgam e o que naquele momento estão a sentir, ou seja, o hardcore é humilde de mais para encarar estas culturas imorais destas crenças sem classe, quem é hardcore já esta habituado a estas imaturidades sem moral, ligar ao contraste da outra sociedade não, o hardcore é uma sociedade oculta do underground, é uma elite preparada interiormente não para combater fisicamente mas sim para combater verbalmente, quem é hardcore sabe o que falo e sabe o sentimento que eu estou a transmitir, não tem ódio dentro dele porque o ódio não faz parte de nós, não prevalece da falsidade só se suga dela explorando e brincando com o seu veneno, não tem politica porque nasceu nas ruas e nas ruas só nasce verdade honestidade e pureza, é grata por viver num reinado oculto onde há doutrina, é fechada para o nosso reino e sabemos qual a nossa “farda” ( de calças largas , de camisolas largas… ) é suada verdadeiramente… Esta é a mensagem que nós Vizinhoz queremos transmitir e sabemos que vocês Vizinhos também querem transmitir.


4 The Kids - Para quem não foi ao vosso primeiro, e único, concerto o que pode esperar dum show de Neighborz?

Neighborz - Bem a pergunta é um pouco de nascer pontos de interrogação na mente e procurar uma vidente para nos ver o futuro ( na brinca ) respondendo por mim, pela banda e pela confiança que angariámos nestes ensaios todos, pela vontade de que é uma banda de 5 anos com 5 elementos fundidos num só, ou seja, com o executivo DNA de Hardcore, com uma unificação de genes e com um investimento de sentimentos mútuos blindados, podem esperar uma reza de compaixão de núcleos amorosos e sentimentais dentro do palco visto que a banda sem vida nenhuma em palco não toca. Assim nasceu dentro de nós uma dupla vontade, tudo que o nosso suor transbordou para fora no primeiro concerto e único, era o que nós queríamos que transbordasse, CONFIANÇA, para nós foi mais que bom, logo no primeiro concerto sentimos resposta interior de uma decifração que nós esperávamos dentro de nós e obviamente que também queríamos mostrar uma pequena marca do que é a filosofia do conceito de vizinhança que nós intitulámos como JACKPOT DE CARAS VIZINHAZ, mostrou o nosso background unido de cultura hardcore, a nossa vontade, que o espírito que temos é forte, que os créditos da nossa confiança foram correspondidos, e claro o nosso mecanismo sabe que futuramente apadrinharemos fãs ( vizinhoz ) mas é claro que não podemos ganhar fãs assim rapidamente não podemos tocar sempre, o JONHY SHOW e o PRINCIPE PEXITO têm ambos bandas, um trabalho, uma vida normal. O JONHY KRIME , eu e o DI BELLA, temos outra vida. O JONHY SHOW carrega FOR THE GLORY e NEIGHBORZ, assim como o PEXITO carrega OVERCOME , INNER STRENGHT e NEIGHBORZ, e como todos nós sabemos são bandas do top underground português, andam em concertos lá fora e é complicado ter um clone do JONHY SHOW ou do PEXITO ( na brinca ) o que também não cria porque a minha lealdade não prevalece só no face to face, prevalece também por pensamento, sou leal de coração e leal de pensamento e se o código de conduta dos vizinhos é este e é neste que nós nos damos bem é neste que continuará a nossa conexão de AMIGOS, IRMÃOS e VIZINHOS, mas aqui fica P R O M E T I D O sempre que NEIGHBORZ tocar podem esperar um tremor de terra na escala de Richter de 8,3 de HARDCORE J


4 The Kids - Qual o vosso principal objectivo como banda?

Neighborz - O nosso objectivo principal como banda é continuar Vizinhoz, amigoz e irmãos J

Mas me referindo à pergunta o nosso é objectivo como banda é tocar como todas as bandas. Não podemos tocar sempre devido ao JONHY SHOW e ao PEXITO, mas queresmos tocar com a nossa vontade e de quem nos quer ver a tocar transmitindo também essa vontade, porque a base do Hardcore é a HIEARQUIA do RESPEITO se isso não houver FUCK OFF, mesmo se formos tocar a um sitio e soubermos que vem para a banda uma boa taxa monetária FUCK OFF, nós vivemos Hardcore e vivemos este amor incondicional que muita gente censura, julga e acha ele um negócio, isto não é um negocio, como é que vamos negociar uma cultura que existe em todo o mundo? Não é um negocio é amor, e os amores aqui nós defendemos e honramos, está “ tatuado “ de HC dentro de nós no orgão chamado coração, não tem limite, é um AMOR ETERNO que nós fidalgos do hardcore estamos cá para defender quem “ gozar “ com ele, por isso sempre quando nós tocarmos temos que sentir aquele holograma 3D de RESPEITO, AMOR e VERDADE, porque isto é a nossa ESCOLA, a nossa BIBLIA e a nossa VIDA. Defendemos o HARDCORE HOJE, AMANHA, DEPOIS DE AMANHA, NO OUTRO DIA, NO OUTRO MÊS, NO OUTRO ANO E PARA SEMPRE.

Voltando à pergunta, o objectivo da banda no meu ponto de vista e se for possível claro porque mesmo que não dê é de se louvar à mesma, mas o objectivo como banda é somar por ano trinta e um dias que equivale a um mês a tocar, mesmo que só se toque duas ou três vezes para mim é sempre bom, é um orgulho mostrar o que nós fazemos dentro de um cubo ( sala de ensaios ) e mostrar que o Hardcore para nós é um AMOR que fala por nós, um AMOR sem interesse , um AMOR digno de se AMAR.


4 The Kids - Para quando o lançamento do álbum que sabemos que já está gravado?

Neighborz - Para quando?... Isso é uma pergunta que levanta algumas questões, mas respondendo e “ infringindo “ um pouco o sigilo dos VIZINHOZ, a situação é, este álbum é um álbum muito pessoal com uma doutrina muito própria de cada um de nós, ou seja, é como se fosse um ultimato ao nosso amor HARDCORE mas este ano e nos próximos meses poderá sim haver essa surpresa que é aguardada por nós, por quem nos apoia ( voltando aquela historia do apadrinhamento e de ter fãs ) , por quem nós sabemos quem quer ter esse álbum no carro para abanar a cabeça e bater com as mãos no volante, para estar em casa a saltar, para quem está no metro com os fones a sentir e a cantar para dentro o nosso som ( na brinca ). É essa a surpresa que nós queremos dar de um álbum recheado de AMOR de RUA, AMOR HARDCORE, AMOR de BAIRRO, AMOR à CULTURA UNDERGROUND, AMOR aos VALORES…Esta surpresa desejada sairá quando menos se esperar e a vossa biblioteca de cd´s não estiver a espera.

4 The Kids - Como vêm a situação actual do Hardcore em Portugal?

Neighborz - Nós achamos a situação do Hardcore em Portugal com muito desejo mas pouca vontade, todos se criticam uns aos outros, julgam-se uns aos outros e falam mal uns dos outros…Mas agora fazer o que se julga ninguém o faz. O hardcore provém de uma religião que é comunidade de UNIÃO, não prevalece sentimento negativo, não há rivalidades é apenas um só. Como referi há pouco somos uma sociedade oculta do underground, somos um exército com uma só corporação, só que há pessoal no hc que gosta de sentir império de serem eles próprios, muito bem respeito isso, mas para terem o meu respeito a segunda regra é respeitar a unidade hc , a unidade hardcore, o nosso compromisso perante a cultura é igual porque é que gostam de destacar diferenças ? Somos um regime de rua podemos gostar de rap, reggae, punk , metal o que for, mas o que defendemos aqui e o que estamos afiliados é ao hardcore é esse que eu defendo( claramente que não defendo só o pessoal do hardcore porque tenho amigos de todos os tipos de classes urbanas ) mas é ao hardcore que eu e os neighborz estamos ligados e foi assim que erguemos este império, sem merdas, sem falsidade, sem burocracia, sem desigualdade, sem desavenças…não somos mainstreams ou wannabes, somos do hardcore da mesma cultura que vocês ( 4th ) e de quem está a ler, somos um cérebro a pensar da mesma maneira, por exemplo se eu for na rua e um bacano que se julga hardcore me fizer cara de mau é porque não pertence a esta cultura e não tem os valores legítimos de rua, somos todos filhos da rua, filhos de uma crença de rua, filhos de uma cultura de rua, quem quer ganhar rivalidades é porque quer pretexto para isso e se quer pretexto para isso é porque não pertence à nossa sociedade e a outra sociedade também não lhe liga, ou seja, é um inútil ( já o drunk master dizia é inútil ) sem sociedade e sem afins de vida…

O Hardcore é pobre e não atura estas fantasias de quererem virar mauzões porque viram um filme e se querem afirmar, isso é inútil…se não tem sociedade e querem uma COMPORTEM-SE para isso, vivam os patamares da democracia para serem respeitados e para vos respeitarem a vocês mesmos e deixem viver as pessoas, a vida é só uma porque não viver a paz que é aquela que nos estabelece bem estar a todos nós a quem está connosco e à nossa família, nós estamos cá na terra a passar ferias qualquer dia a nossa alma voa, vivam a vida se gostam de vocês mesmos, se acham que têm carisma para agarrar num instrumento e querem-no partilhar juntem um grupo de amigos e partilhem ideias. Isso é viver e é fazer algo pela cultura que vocês querem ou procuram…HARDCORE 4 EVER não é só dizer ou escrever é senti-lo, sentir que as nossas veias têm um estereotipo de limpeza de honestidade, que os nossos glóbulos brancos e vermelhos brindam entre eles por haver felicidade humana e corporal, VIVAM A VIDA, VIVAM O HARDCORE e RESPEITEM TODA A GENTE porque guerras, ódios e mal dizeres não pertencem ao hardcore e tira-vos anos de vida.


4 The Kids - E a actual crise financeira Mundial?

Neighborz - A actual crise financeira mundial é um pouco dramático, mas isso já não provém da nossa vénia de poder, porque a burrice das pessoas é saberem quem os rouba directamente pois aparecem todos os dias na televisão e estão em jornais de informação e na mesma noticia que estão a ver e a ler deixam-se ser roubados por esses mesmo e julgam quem anda a roubar para comer ( não é que eu concorde quem rouba para comer…mas quem rouba para comer não faz mal a ninguém , é algo que se sente no seu instinto animal chamado SOBREVIVENCIA ), mas a purificação das pessoas vem consoante o seu estrato social mesmo se ele for baixo, o seu epigrafado cai na sua ignorância e ligam aos que não lhe ligam e censuram quem também quer comer como eles, isto é ignorância a mais por isso digo , politica não obrigado. Eles financiam o que querem sem a opinião do povo, fazem o que querem contra a vontade do povo, dizem o que querem e toda a gente é obrigado a ouvi-los, mas há povo ignorante que os segue mesmo contra a vontade delas próprias e vai pelo o deixa a andar…não sou revoltado da sociedade porque não lhes dou importância, simplesmente dou-lhes ignorância, vivo o hardcore e não escrevo para quem não me lê (a mim influenciando o resto da neighborzada ) isto referindo aos políticos ou alguém com patamares de patronatos que fizeram tudo por tudo para estarem onde estão, se eles não se lembram de mim e dos meus , porque é que eu me vou lembrar deles. Como já mencionei anteriormente… NÓS SOMOS OUTRA SOCIEDADE!


4 The Kids - Agradeço desde já a vossa disponibilidade e deixo este espaço à vossa disposição para dizerem o que vos for na alma e\ou apetecer.

Neighborz - Obrigado eu e aclamada virtude deste MEGAFONE imaginário que eu estou a “gritar”. Vocês NEIGHBORZ ( JONHY SHOW , PRINCIPE PEXITO , JONHY KRIME e DI BELLA ) e é obvio que o Lema 4 THE KIDS ( Para os Miúdos ) É Para mim singular HARDCORE e para Vocês plural HARDCORE´S, continuarem a seguir esta mentalidade de jovem que o hardcore nos seus recursos das suas confidencias nos favorece, Seja na Vida seja ate a Morte, Já tive menos que a idade que tenho agora ( 26 ) e a minha mentalidade de jovem continua literalmente com o mesmo regular, já segui as traçadas dos mais velhos porque já fui miúdo ( ainda sou ), nunca senti desigualdade dos mais velhos com as manias, ou seja, porque eu sou professor e tu és aluno, nada disso igual para igual , todos nós “ somos “ professores , todos nós “ somos “ alunos e como já recebi dicas de mais velhos e de mais novos e também já dei dicas a mais velhos como a mais novos, SOMOS TODOS DO MESMO TRONO DE IGUALDADE, somos uma cultura não se esqueçam e numa cultura de rua principalmente tem de haver regras de RESPEITO todos estamos no mesmo planeta, pertencemos ao mesmo milagre sagrado chamado hc, todos gritamos hardcore, todos temos o mesmo sangue , todos nos orgulhamos desta cultura urbana nascida na rua esta é a nossa vida e a nossa educação por isso EU, TU, ELE ou ELA, NÓS , VÓS, ELES ou ELAS HARDCORE.


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13/01/2011

For the Glory - Flash Interview

Prestes a lançar um dos álbuns do underground nacional mais aguardados do ano, os For the Glory acederam ao pedido do 4 the Kids e destaparam um pouco o véu daquilo que será "Some Kids Have No Face". Segue a entrevista, formato flash:



Para começar logo bem, afinal, quando é que sai o disco?

Boa forma e directa de perguntar.

O disco sairá durante o mês de Janeiro, mas poderá atrasar devido a questões de logística de prensagem, etc.Temos tudo pronto em relação ao artwork e só falta mesmo masterizar as músicas para depois enviar. Um questão de semana e estará nas lojas (ou num blogue de alguém).


Que surpresas se poderão esperar do disco? Algum tipo de colaborações com outros vocalistas ou membros de bandas?

Quando fazemos um disco, é algo especial é um pouco da nossa vida, da nossa vivência e da nossa luta diária que colocamos naquele bocado de plástico. Como tal, tudo é pensado (às vezes nem por isso mas pronto). Decidimos simplesmente colocar algumas pessoas por quem nutrimos a maior admiração, e aprendemos muito.

Amizades que já foram muito fortes, que se perderam e se reconquistaram, também temos novos amigos, pessoas que consideramos ser parte da família FTG.

Não acho a minima piada àqueles autocolantes com o “produced by” e “mixed by” e “qualquer coisa by”... tiram o mérito ao que tu fizeste. Compreendo que passe uma imagem apelativa à venda do teu produto, mas não quero que comprem o nosso disco por causa dos nomes que estiveram envolvidos na concepção do mesmo, sem ser o nosso obviamente. Portanto neste disco convidámos uns amigos para cantar uma música chamada THE PACK, que tem a ver com as nossas experiências e sobre quebrar barreiras (norte, sul, edge, vegan). Uma música sobre o sentido de comunidade, que é aquilo que o hardcore representa para mim.

Só houve pessoa que não pôde cantar porque não estava cá, mas ela sabe que também está lá representada. Para alguns deles foi a primeira que cantaram assim num estúdio... Resumindo foi uma grande noite.


Como nasceu a temática do “Some Kids Have No Face”?

O tema tem a ver com o simples facto de todos nós sermos apenas números e estatísticas para quem tem o poder, quem controla a nossa vida. Sejam os bancos, o estado, etc... seremos apenas mais número, metaforicamente não temos rosto, não temos cara e eles não veêm ou sentem o nosso sofrimento e a angústia de sobreviver numa sociedade negra que somente se interessa por jogos de poder e dinheiro.

Nós queremos ser mais que isso. Temos voz, temos ideias. Não somos apenas mais umas ovelhas no rebanho. Tentamos exprimir as nossas ideias seja através da música, ou através de simples conversas nos nossos trabalhos onde mostramos o que defendemos e acreditamos.


Será somente um conceito visual, ou terá igualmente impacto a nível lírico?

Como podes ver na resposta de cima e muito mais que imagem.


Este é o primeiro disco de For the Glory com o João Reis na guitarra. Podemos esperar uma substancial mudança sonora, face ao Survival Of The Fittest? (notar que SOTF fora gravado com JP)

Não há grandes diferenças, da mesma forma como o JP ajudou imenso na criação do SOTF, e a quem nós agradecemos para sempre o esforço que colocou na banda e é uma pessoa pela qual nutro uma consideração enorme.

O João é um míudo bem disposto, ele começou a tocar com FTG em Abril de 2010. Ele já vinha conosco para vários shows e um dia perguntámos se não gostava de experimentar fazer umas datas da tour porque queriamos ter duas guitarras, mas as cenas rolaram super bem e ele tem tudo a ver com a banda, é uma pessoa sincera e honesta, tem uma paixão enorme pelo core como todos temos e encaixou na perfeição.

É o solista de serviço e ajudou imenso no processo de escrita dos temas, como todos nós. Este disco foi escrito por todos sem excepção.


O que esperam alcançar com este disco? Com “Survival of the Fittest” deram imensos concertos lá fora, gravaram um vídeo... Afinal, o que vos resta fazer? Tour americana? Quem sabe, uma Tour Africana?

Não nos falta fazer nada, temos a banda por sermos amigos, não queremos ser algo que não somos. Vivemos cada dia de cada vez, queremos ter uma vida estável nos nossos trabalhos, comida na mesa e pagar as contas, queremos tocar quando nos quiserem a tocar, e queremos continuar a ser mais que uma banda, mas sim um grupo de amigos que nutre uma amizade forte, que criou um laço ao longo dos anos e que não se preocupa com a cena da música e das tours. Se fizermos tour bacano, se não fizermos bacano na mesma.

Todos temos vidas atarefadas portanto isto é um escape à nossa rotina diária.

Têm surgido propostas de tour na Russia, tour nos Balcans, etc... mas não podemos dar ao luxo de deixar as nossas vidas para trás e de deixar de meter a comida na mesa para ir a todo o lado. Vamos onde nos deixarem e vamos até onde conseguirmos.


Há uma pressão acrescida na banda, por serem unânimemente considerados como uma das melhores bandas Portuguesas e mesmo Europeias? Algum tipo de medo de desiludir?

Não considero,nem vejo as coisas desse prisma. Não temos que ser julgados, nem julgar ninguém. Quando lançamos um disco ou fazemos o que quer que seja com a banda, fazemos porque gostamos e estamos em sintonia. Não temo nada, apresentamos o que achamos que conseguimos fazer, foi um esforço que tivemos e tentámos ao máximo aproveitar estes tempos... tudo hoje em dia corre rápido, a cultura “fast food” está-se a aplicar ao hardcore e nós somos “slow food” por assim dizer... faz porque queres e sentes e não porque deves e tens, já dizia o Sam.

É a realidade, fazemos porque queremos e não esperamos ser julgados, apenas que disfrutem e apreciem, se não gostarem estamos bem na mesma, porque temos consciência que tentámos fazer o nosso melhor.


Quando é que se poderá ter um “cheirinho” do mesmo?

Creio que dentro de uma semana e pouca poderemos ter algo na nossa página na net, mas é uma questão de dias.


O 4theKids quer agradecer a disponibilidade, a abertura e a facilidade comunicativa que os For the Glory sempre demonstram quando solicitados pelos nossos pedidos, desejando-lhes a melhor sorte para o futuro da banda, musical e pessoalmente.


10/11/2010

Entrevista a Devil In Me


'Real kids with real issues'
Entrevista a Poli, vocalista de Devil In Me.

Podes ver a entrevista, clicando aqui.


30/08/2010

Runes

O 4theKids esteve à conversa com Dick Smith dos Runes, banda composta por membros dos The Legacy e dos Gold Kids. Segue então a entrevista.

How do two English guys and one Italian guy put together a Hardcore band?

Easily man. A lot easier than you would think. We're all so focussed on what we wanted runes to sound like, so when we get a small time to work together, we don't waste time playing nonsense that will never get used. We started the band because we love each others company and we get to see more of each other when we tour. In regards to the distance, we do our best to work around it, but it's hard, especially with me not having the Internet at the moment. Oh well, I'd rather have the distance and be in a band with one of my best friends, than be in a band of people I don't 'connect' with that might live in the same town.

It’s almost a hardcore super band, isn’t it? I mean, putting Legacy and Gold Kids member’s together…

Yeh, I guess you could say that, although there's a lot of people that would disagree with that term 'super'. We just took the good members from each band, so to me it's a super band.

It’s like Runes is going to sound like a mix of those two bands, or can we expect a whole new refreshing sound?

I guess we can't help but sound slightly similar to the bands we played in before, I mean, I spent a good few years with joey writing songs for the legacy, so when we write it has an element of that sound in there by default. But this is so different. It's better, for one. Much better. With me and joey writing most of the foundations of the music together, we get to shape it exactly how WE want.

Why “Runes”?

It's short. Easy. And it was suggested because we had an interest in runes used throughout history. And their aesthetic too. It was an artistic choice as well as an interest runes themselves.

What were the major influences, either musical or other ones, to the band?

I think if you can listen to the lyrics or read them, you'll be able to figure that out quite easily. Joey and I always wanted to do something a bit darker and a bit heavier, something that wasn't so bland. A sound that had dynamics to it, rather than just your 'let's play fast here, then go to a breakdown part here'. That's so worn out and transparent. We wanted to test our ability to actually write good songs that had good structure. Runes is bitter lyrically, in the truest sense, not because we thought it's 'cool' to be angry, I don't think there's anything cool about being angry. I hate it, but being angry or bitter really shaped our sound and influenced the band heavily.

It seems like there’s something of Integrity on Age of Enlightenment…

I'm not sure whether you mean the band or actual integrity? If you are talking about the band, then I can't really comment. I've never listened to more than one song in my life. I don't like them from what I've heard, it's not my thing. But that's not to say I don't mind the comparison, they are well respected band, so I'll take it as a compliment. Runes are better.

It looks like the lyrics are kinda dark and depressive, is that the lyrical direction of the band? I mean, what does the lyrics of Runes speaks about?

I wrote a lot of the lyrics with Joseph just after something significant happened, which is why I guess the lyrics aren't the happiest. I would love to be able to sing about real dark things more, say like Danzig, but that just wouldn't be perceived very well and I think you run the risk of sounding very trite and lame, so for now, I'll sing about what I've experienced.

What can we expect from Runes and your EP? Describe yourselves as a band…

We're releasing a four song 7" now as we speak, on anchors aweigh records. Like I said, if you know anything about our previous bands, then disregard that, it's not like them. We are not hardcore band, I've never said we were hardcore band. We just play as hard as we can, and as passionately as we can. That's all we know really. I genuinely think you can expect something different from your average 'hardcore' band, something totally different. If I had it my way, we'd be playing with stage shows and pyrotechnics and light shows, and girls dancing, but I'm a realist, that will come in time. As for a band, it's dark and heavy, what music should sound like.

Runes are going on tour with the label mates Lighthouse. How did it that happened?

Unfortunately, due to other commitments lighthouse couldn't dothe tour, which pretty much meant we couldn't either. But we are doing a few shows in November and possibly a proper tour in December. Keep looking on our pages online to see more details.

Can we expect you in Portugal in a near future?

Never say never, I would LOVE to say definitely. But we tour in a limited window of time, so if we can fit it into our schedule in the future then, see you there.

Speaking of it, have you ever came to Portugal? Do you know any of our hardcore bands or usually listen to any? (Day of the Dead is not allowed)

Unfortunately neither the legacy or gold kids have had that opportunity to come there, and a good reason to be in a touring band is to see as many places as possible, and take full advantage of that, so yeh, all I can say we'll try our best. I only know day of the dead, in terms of 'hardcore' bands. Oh and pointing finger too actually, my very first band were on the same label as them in Spain. Fight for change too right?

What are your expectations for the future of the band?

Tour as much as we possibly can, and hope that people will see how sincere we are about this band. I don't have any real expectations, I'll take it as it comes. But hopes, that's different. In an ideal world, we'll be touring with rammstein or Danzig and playing sold out venues all over the world.

List 5 hardcore albums that any hardcore kid must have on their shelf…

Don't limit yourself to hardcore. I'm not saying I don't listen to hardcore. I just think if I had only listened to hardcore, runes would not have taken the shape it has. So I guess my choices would be:

Descendents - milo goes to college

Nirvana - in utero

Rammstein - mutter

Danzig - ii

Runes - self titled 7"


Thanks a lot for your attention and time, you may say whatever you want to, here.

Contact us at : http://runesrunesrunes.com and find links to myspace/twitter/facebook/etc


Ao 4theKids, como será de esperar, resta agradecer aos Runes e, em especial ao Dick Smith, pelo tempo que nos disponibilizou para a elaboração da entrevista, bem como o interesse demonstrado. Thank you guys.