27/01/2011

Neighborz - Entrevista




4 The Kids - Quem são e como nasceram os Neighborz?

Neighborz - Obrigado por vocês também se enquadrarem neste nosso nome que engloba todo o panorama worldwide, NEIGHBORZ da EAST da WEST da NORTH e da SOUTH.

Os Vizinhoz nasceram aliados de Vizinhoz oriundos dos subúrbios da capital de Portugal, destacava-se a linhagem de Santo António Dos Cavaleiros, Odivelas, Sete Rios, Alcântara e Ajuda. A formação na altura era EU na voz, JONHY SHOW na guitarra (ex COLD BLOODED, ex GRANKAPO… Prematura de MORE THAN HATE e agora FOR THE GLORY) BRUNO VYNN na bateria (ex UNSTABLE e raiz oficial de STEAL YOUR CROWN) FREDDY no baixo (ex ONE MUST FALL e agora STEAL YOUR CROWN) e DI BELLA na outra guitarra (ex 6 BARRA ex GAMBLE TO SUICIDE) fizemos uma brincadeira num barracão que Gamble To Suicide tinha em meados de 2007 e nasceu por mera causa uma malha que até hoje a tocamos, NSB, que na altura era o que nos régia e era o que nós sentíamos, era o nosso CONDADO.

Nesse mesmo ano o jogo do suicídio, o rouba a tua coroa e o grande líder italiano, blindaram horas de conversa na Praia e na Piscina, ou seja, na vida louca desse graduado ano sobre este negócio dos Vizinhoz. Assim nesse mesmo ano de 2007 do mês 9 NEIGHBORZ marcou o primeiro ensaio em Linda a Velha onde as primeiras pingas de suor da vizinhança se começaram a unir e a crescer e nesse ensaio não podemos contar com o nosso camisola 10 JONHY SHOW que estava na Polónia em TOURNÉ com GRANKAPO.

Mal ele chegou no fim de semana a seguir o compasse começou-se a fortalecer, o Jonhy é um estratega onde os seus preciosos dedos fintam cordas de guitarra, digamos que é um cérebro da musica, NEIGHBORZ começavam-se a formar a sentir a formatura de que é erguer o sentido de o que é que é ser VIZINHO.

Tivemos uns 3 meses a ensaiar…só que a dinâmica da banda era difícil de estabelecer uma conexão mutua, visto que ambos tínhamos bandas e trabalhos…o tempo começou-se a contradizer com as nossas expectativas de desejo e a banda começou a ter menos ensaios, mas todos nós sabíamos que estava ali um potencial vindo bem do under de baixo e ground de cima, a própria banda e todos os elementos dela se aperceberam que avistava-se um fim a vista…perdemos duas pérolas, o Bruno e o Freddy, obviamente que para nós era uma desilusão para o nosso desejo interior, só que eu , o Jonhy e o Di Bella falámos em continuar esta brincadeira que pensamos e não pensávamos ter vim, então o Jonhy show da guitarra passou para a bateria o Di bella assumiu o papel do camisola 10 e eu continuei na voz…Brincámos, Brincámos, fizemos rascunhos instrumentais de malhas, mais aquelas que já tínhamos feito com o Bruno e o Freddy e em Janeiro de 2008, não me lembro bem do dia mas lembro-me que nessa tarde foi ver um concerto de Mr Miyagui, Nail Fail e não me lembro do resto das bandas peço desculpa, a minha raiz Hardcore ganhou evocação e ligou ao PEDRO (Ex Blood to Share, ex Warfare, ex KingZ Cross…que permanece agora em MORE THAN HATE, REALITY SLAP e SEMENTE OFICIAL de OVERCOME) que estava nos anos do NOSSO ETERNO OMAR (OMAR DESCULPA MAS NÃO ME LEMBRO DO DIA) que por ventura estava agora o nosso TALISMÃ, PRINCIPE PEXITO (Ex Da Swicht, ex Warfare e que mantém convicto a chama de INNER STRENGHT e de OVERCOME) para um ensaio na semana a seguir desse fim de semana.

Assim foi, nessa quarta feira EU, o JONHY, o PEDRO, o PRINCIPE e o DI BELLA demos o primeiro cheque mate de ensaio. Como nós os três sabíamos que não eram certos na banda porque tinham e têm compromissos chamados OVERCOME, INNER STRENGHT, REALITY SLAP e RIP KINGZ CROSS, só estavam a dar uma ajuda de IRMÃO, o nosso desejo e o nosso suor AGRADECEMOS e OBVIAMENTE que continuamos a agradecer (TAMBÉM SÃO VIZINHOZ) o Pedro foi sincero e voltou à sua classe que continua agora (RESPECT e THANKS PEDRO). O Pexito permaneceu como digno VIZINHO do qual eu vou estar grato para o RESTO DA MINHA VIDA, então voltou a haver uma chama na banda, Baterista, o Pexito interligou-se com o SHAGGY (ex baterista de Da Swicht e Warfare e Ex Vocalista de Inner Strenght) para ele ir dar também uma ajudinha na banda, obviamente que também durou pouco (RESPECT e THANKS SHAGGY) mais uma vez problemas na grande área Baterista, o Jonhy teve a ideia de convocar o nosso ETERNO IRMÃO PUTO RASTA, ou conhecido por vocês como BRUNO de 6 BARRA à qual devemos um M de sigla de MUITOOOOOOOOOOOO OBRIGADO… e com ele tivemos um tempo a tocar (1 ANO e TAL) para ele ganhar ritmo e confiança no que ele tocava. Entretanto tivemos outra perda o DI BELLA foi para INGLATERRA e a banda continuou e não esmerou, fizemos e gravámos seis malhas, NSB, DEAL, STAY ON THE STREETS, MYSTIC HOOD, PUZZLE OF MY VALUEZ (Agora PUZZLE OF MY AFFECTIONS) e a AFFILIATED.

A banda precisava mais de força Urbana ela própria puxava para isso, o feeling dela era de louvar devido a tanta força energética que ela transmitia para o nosso reino cerebral e para o nosso reino interior, então Eu, o Pexito e o Jonhy unimo-nos falámos e as nossa moléculas de sabedoria, inteligência, dignidade, afeição e de respeito chegaram a um consenso, vinha novamente a história do Baterista, mas desta vez foi mais fácil falámos com o nosso IRMÃO PUTO RASTA, e com todo AMOR , CARINHO , AFECTO e RESPEITO dissemos o sucedido, precisávamos de EVOLUÇÃO e optámos por lhe transmitir que queríamos EVOLUÇÃO mas que ele não conseguia chegar a esse patamar tinha e tem MUITA VONTADE e é das poucas pessoas que eu conheço com mais AMOR HARDCORE que anda aí, a sua raiz brilha como uma estrela vista do céu para a terra, mas a sua vontade não chegava ao patamar que nós queríamos, então mostramos-lhe o “FIM” da nossa carreira como Vizinho mas o INICIO da HISTÓRIA dos VIZINHOS ( OBRIGADO MEU PUTO , TAMOS JUNTOS).

Na 2ª feira dessa semana de Março de 2010 que não me lembro do dia, mas foi o dia que falamos com o nosso PUTO RASTA sobre o seu sucessor ( que no sábado anterior eu tinha falado com ele, mostramos o que tínhamos durante a semana e na semana a seguir depois de falar com o nosso PUTO RASTA, entramos em sala, derramamos suor por a cultura e o nosso coração mostrou-nos o que a força urbana que a banda pedia começasse a sentir). O SUCESSOR era sem mais nem menos como um sacerdote do HARDCORE, JONHY KRIME mas do KRIME da LEGALIDADE ( Ex Criminal Waste, três meses Ex de For the Glory, ex AK-47 e ex de Pura Repressão) ele sentiu severamente a banda, amou-a como um filho do hardcore e amou ela como um futuro integro de vizinho (HOJE É VIZINHO) e passado três meses e meio desde que ele entrou para a banda estava-mos a tocar ao vivo já com dois temas novos além daquele seis que referi, foi a MY HEART TALKS e a LORD OF MY EDUCATION.

Entretanto a banda teve outra ambição era gravar dois temas em 2011 só que a nossa ambição era tão grande que acabámos por gravar em vez de dois temas um álbum com 10 músicas e uma introdução dois meses antes do que a nossa ambição previa. Hoje passado 5 anos oficiais a história de NEIGHBORZ não parece ter FIM mas sim um INICIO. Com este decorrer de aventuras de DRUMS VERSUS DRUMS o nosso DI BELLA tinha chegado da terra da dona majestade onde viu e sentiu NEIGHBORZ ao VIVO, não tocou OFICIALMENTE mas sentimos MENTALMENTE a segunda guitarra na nossa ala direita.

Um aparte…

Recebi mensagem do nosso OMAR que veio a reflectir na minha perda de memória sobre o ano e o dia que NAIL FAIL tocou, o ano que Liguei ao PEX e ao PEDRO e o ano que o nosso OMAR fez anos, foi no dia 10 De Janeiro de 2007, obrigado OMAR ajudaste-me a completar o “ final “ até agora da história de NEIGHBORZ.

OBRIGADO ALMAS QUE PERTECERAM E PERTENCERÃO NA HISTÓRIA DOS VIZINHOS… AJUDA (BRUNO VYNN), ALCANTARA (FREDDY), SHAGGY (ODIVELAS), PEDRO (PINHEIRO DE LOURES), RASTA (ANJOS).

O line up agora é; eu (LEKAS, SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS), PEXITO (SÃO ROQUE), JONHY KRIME (PINHEIRO DE LOURES), JONHY SHOW (SETE RIOS) e DI BELLA (ODIVELAS).


4 The Kids - Qual a mensagem que querem passar?

Neighborz - A mensagem que queremos passar é que Nós como vocês (4 the kids) e para quem está a ler isto é que neste legado chamado hardcore, cultura de rua do consagrado movimento underground, é que continuem a acreditar nesta semente que cresceu dentro de vocês, semente essa que vos faz fluir com alegria sempre que as nossas pétalas estão em comunhão, seja em casa na loucura ou na paz, seja em concertos a sentir o amor do nosso coração, seja em bares na vida louca, seja por telemóvel para marcar isto ou aquilo, seja por internet para mostrar isto ou aquilo, seja o que for…o que interessa é a conectividade positiva verdadeira e leal, nós temos ramos nesta árvore com valores que tem troncos que crescem para o lado esquerdo ( prontas para ajudar quem for por caminhos errados), troncos a crescerem para o lado direito ( para esclarecer dúvidas de quem está incerto do que quer) e troncos a crescer para a frente que é o crescimento correcto que todos nós devemos ter e o pavimento que andamos acha mais correcto, esta é a função desta árvore que cresceu dentro de nós e está proporcionada a ajudar quem quer que seja, não por obrigação porque parece bem, mas sim por amor de coração, amor de amigo, amor de irmão…Porque como todos nós sabemos o hardcore é humilde, tem coração e é visto pela sociedade como um erro de juventude, julgada por ela por nos interpretar mal e intercalar-nos noutras culturas ( sem censura ao rap porque eu gosto de rap e sem censura ao metal porque é uma das minhas raizes e a raiz do hardcore também tem muita influencia metal) mas intercalar-nos do género “ olha um dread!” no entanto és do hardcore, “o que ouves ?” hardcore “o quê Metallica ?”, ( mas no entanto estão em casa ou no carro a ouvir um som qualquer com influência hip hop ( sem censura )e os lábios estão a mexer-se e a cantar o que julgam e o que naquele momento estão a sentir, ou seja, o hardcore é humilde de mais para encarar estas culturas imorais destas crenças sem classe, quem é hardcore já esta habituado a estas imaturidades sem moral, ligar ao contraste da outra sociedade não, o hardcore é uma sociedade oculta do underground, é uma elite preparada interiormente não para combater fisicamente mas sim para combater verbalmente, quem é hardcore sabe o que falo e sabe o sentimento que eu estou a transmitir, não tem ódio dentro dele porque o ódio não faz parte de nós, não prevalece da falsidade só se suga dela explorando e brincando com o seu veneno, não tem politica porque nasceu nas ruas e nas ruas só nasce verdade honestidade e pureza, é grata por viver num reinado oculto onde há doutrina, é fechada para o nosso reino e sabemos qual a nossa “farda” ( de calças largas , de camisolas largas… ) é suada verdadeiramente… Esta é a mensagem que nós Vizinhoz queremos transmitir e sabemos que vocês Vizinhos também querem transmitir.


4 The Kids - Para quem não foi ao vosso primeiro, e único, concerto o que pode esperar dum show de Neighborz?

Neighborz - Bem a pergunta é um pouco de nascer pontos de interrogação na mente e procurar uma vidente para nos ver o futuro ( na brinca ) respondendo por mim, pela banda e pela confiança que angariámos nestes ensaios todos, pela vontade de que é uma banda de 5 anos com 5 elementos fundidos num só, ou seja, com o executivo DNA de Hardcore, com uma unificação de genes e com um investimento de sentimentos mútuos blindados, podem esperar uma reza de compaixão de núcleos amorosos e sentimentais dentro do palco visto que a banda sem vida nenhuma em palco não toca. Assim nasceu dentro de nós uma dupla vontade, tudo que o nosso suor transbordou para fora no primeiro concerto e único, era o que nós queríamos que transbordasse, CONFIANÇA, para nós foi mais que bom, logo no primeiro concerto sentimos resposta interior de uma decifração que nós esperávamos dentro de nós e obviamente que também queríamos mostrar uma pequena marca do que é a filosofia do conceito de vizinhança que nós intitulámos como JACKPOT DE CARAS VIZINHAZ, mostrou o nosso background unido de cultura hardcore, a nossa vontade, que o espírito que temos é forte, que os créditos da nossa confiança foram correspondidos, e claro o nosso mecanismo sabe que futuramente apadrinharemos fãs ( vizinhoz ) mas é claro que não podemos ganhar fãs assim rapidamente não podemos tocar sempre, o JONHY SHOW e o PRINCIPE PEXITO têm ambos bandas, um trabalho, uma vida normal. O JONHY KRIME , eu e o DI BELLA, temos outra vida. O JONHY SHOW carrega FOR THE GLORY e NEIGHBORZ, assim como o PEXITO carrega OVERCOME , INNER STRENGHT e NEIGHBORZ, e como todos nós sabemos são bandas do top underground português, andam em concertos lá fora e é complicado ter um clone do JONHY SHOW ou do PEXITO ( na brinca ) o que também não cria porque a minha lealdade não prevalece só no face to face, prevalece também por pensamento, sou leal de coração e leal de pensamento e se o código de conduta dos vizinhos é este e é neste que nós nos damos bem é neste que continuará a nossa conexão de AMIGOS, IRMÃOS e VIZINHOS, mas aqui fica P R O M E T I D O sempre que NEIGHBORZ tocar podem esperar um tremor de terra na escala de Richter de 8,3 de HARDCORE J


4 The Kids - Qual o vosso principal objectivo como banda?

Neighborz - O nosso objectivo principal como banda é continuar Vizinhoz, amigoz e irmãos J

Mas me referindo à pergunta o nosso é objectivo como banda é tocar como todas as bandas. Não podemos tocar sempre devido ao JONHY SHOW e ao PEXITO, mas queresmos tocar com a nossa vontade e de quem nos quer ver a tocar transmitindo também essa vontade, porque a base do Hardcore é a HIEARQUIA do RESPEITO se isso não houver FUCK OFF, mesmo se formos tocar a um sitio e soubermos que vem para a banda uma boa taxa monetária FUCK OFF, nós vivemos Hardcore e vivemos este amor incondicional que muita gente censura, julga e acha ele um negócio, isto não é um negocio, como é que vamos negociar uma cultura que existe em todo o mundo? Não é um negocio é amor, e os amores aqui nós defendemos e honramos, está “ tatuado “ de HC dentro de nós no orgão chamado coração, não tem limite, é um AMOR ETERNO que nós fidalgos do hardcore estamos cá para defender quem “ gozar “ com ele, por isso sempre quando nós tocarmos temos que sentir aquele holograma 3D de RESPEITO, AMOR e VERDADE, porque isto é a nossa ESCOLA, a nossa BIBLIA e a nossa VIDA. Defendemos o HARDCORE HOJE, AMANHA, DEPOIS DE AMANHA, NO OUTRO DIA, NO OUTRO MÊS, NO OUTRO ANO E PARA SEMPRE.

Voltando à pergunta, o objectivo da banda no meu ponto de vista e se for possível claro porque mesmo que não dê é de se louvar à mesma, mas o objectivo como banda é somar por ano trinta e um dias que equivale a um mês a tocar, mesmo que só se toque duas ou três vezes para mim é sempre bom, é um orgulho mostrar o que nós fazemos dentro de um cubo ( sala de ensaios ) e mostrar que o Hardcore para nós é um AMOR que fala por nós, um AMOR sem interesse , um AMOR digno de se AMAR.


4 The Kids - Para quando o lançamento do álbum que sabemos que já está gravado?

Neighborz - Para quando?... Isso é uma pergunta que levanta algumas questões, mas respondendo e “ infringindo “ um pouco o sigilo dos VIZINHOZ, a situação é, este álbum é um álbum muito pessoal com uma doutrina muito própria de cada um de nós, ou seja, é como se fosse um ultimato ao nosso amor HARDCORE mas este ano e nos próximos meses poderá sim haver essa surpresa que é aguardada por nós, por quem nos apoia ( voltando aquela historia do apadrinhamento e de ter fãs ) , por quem nós sabemos quem quer ter esse álbum no carro para abanar a cabeça e bater com as mãos no volante, para estar em casa a saltar, para quem está no metro com os fones a sentir e a cantar para dentro o nosso som ( na brinca ). É essa a surpresa que nós queremos dar de um álbum recheado de AMOR de RUA, AMOR HARDCORE, AMOR de BAIRRO, AMOR à CULTURA UNDERGROUND, AMOR aos VALORES…Esta surpresa desejada sairá quando menos se esperar e a vossa biblioteca de cd´s não estiver a espera.

4 The Kids - Como vêm a situação actual do Hardcore em Portugal?

Neighborz - Nós achamos a situação do Hardcore em Portugal com muito desejo mas pouca vontade, todos se criticam uns aos outros, julgam-se uns aos outros e falam mal uns dos outros…Mas agora fazer o que se julga ninguém o faz. O hardcore provém de uma religião que é comunidade de UNIÃO, não prevalece sentimento negativo, não há rivalidades é apenas um só. Como referi há pouco somos uma sociedade oculta do underground, somos um exército com uma só corporação, só que há pessoal no hc que gosta de sentir império de serem eles próprios, muito bem respeito isso, mas para terem o meu respeito a segunda regra é respeitar a unidade hc , a unidade hardcore, o nosso compromisso perante a cultura é igual porque é que gostam de destacar diferenças ? Somos um regime de rua podemos gostar de rap, reggae, punk , metal o que for, mas o que defendemos aqui e o que estamos afiliados é ao hardcore é esse que eu defendo( claramente que não defendo só o pessoal do hardcore porque tenho amigos de todos os tipos de classes urbanas ) mas é ao hardcore que eu e os neighborz estamos ligados e foi assim que erguemos este império, sem merdas, sem falsidade, sem burocracia, sem desigualdade, sem desavenças…não somos mainstreams ou wannabes, somos do hardcore da mesma cultura que vocês ( 4th ) e de quem está a ler, somos um cérebro a pensar da mesma maneira, por exemplo se eu for na rua e um bacano que se julga hardcore me fizer cara de mau é porque não pertence a esta cultura e não tem os valores legítimos de rua, somos todos filhos da rua, filhos de uma crença de rua, filhos de uma cultura de rua, quem quer ganhar rivalidades é porque quer pretexto para isso e se quer pretexto para isso é porque não pertence à nossa sociedade e a outra sociedade também não lhe liga, ou seja, é um inútil ( já o drunk master dizia é inútil ) sem sociedade e sem afins de vida…

O Hardcore é pobre e não atura estas fantasias de quererem virar mauzões porque viram um filme e se querem afirmar, isso é inútil…se não tem sociedade e querem uma COMPORTEM-SE para isso, vivam os patamares da democracia para serem respeitados e para vos respeitarem a vocês mesmos e deixem viver as pessoas, a vida é só uma porque não viver a paz que é aquela que nos estabelece bem estar a todos nós a quem está connosco e à nossa família, nós estamos cá na terra a passar ferias qualquer dia a nossa alma voa, vivam a vida se gostam de vocês mesmos, se acham que têm carisma para agarrar num instrumento e querem-no partilhar juntem um grupo de amigos e partilhem ideias. Isso é viver e é fazer algo pela cultura que vocês querem ou procuram…HARDCORE 4 EVER não é só dizer ou escrever é senti-lo, sentir que as nossas veias têm um estereotipo de limpeza de honestidade, que os nossos glóbulos brancos e vermelhos brindam entre eles por haver felicidade humana e corporal, VIVAM A VIDA, VIVAM O HARDCORE e RESPEITEM TODA A GENTE porque guerras, ódios e mal dizeres não pertencem ao hardcore e tira-vos anos de vida.


4 The Kids - E a actual crise financeira Mundial?

Neighborz - A actual crise financeira mundial é um pouco dramático, mas isso já não provém da nossa vénia de poder, porque a burrice das pessoas é saberem quem os rouba directamente pois aparecem todos os dias na televisão e estão em jornais de informação e na mesma noticia que estão a ver e a ler deixam-se ser roubados por esses mesmo e julgam quem anda a roubar para comer ( não é que eu concorde quem rouba para comer…mas quem rouba para comer não faz mal a ninguém , é algo que se sente no seu instinto animal chamado SOBREVIVENCIA ), mas a purificação das pessoas vem consoante o seu estrato social mesmo se ele for baixo, o seu epigrafado cai na sua ignorância e ligam aos que não lhe ligam e censuram quem também quer comer como eles, isto é ignorância a mais por isso digo , politica não obrigado. Eles financiam o que querem sem a opinião do povo, fazem o que querem contra a vontade do povo, dizem o que querem e toda a gente é obrigado a ouvi-los, mas há povo ignorante que os segue mesmo contra a vontade delas próprias e vai pelo o deixa a andar…não sou revoltado da sociedade porque não lhes dou importância, simplesmente dou-lhes ignorância, vivo o hardcore e não escrevo para quem não me lê (a mim influenciando o resto da neighborzada ) isto referindo aos políticos ou alguém com patamares de patronatos que fizeram tudo por tudo para estarem onde estão, se eles não se lembram de mim e dos meus , porque é que eu me vou lembrar deles. Como já mencionei anteriormente… NÓS SOMOS OUTRA SOCIEDADE!


4 The Kids - Agradeço desde já a vossa disponibilidade e deixo este espaço à vossa disposição para dizerem o que vos for na alma e\ou apetecer.

Neighborz - Obrigado eu e aclamada virtude deste MEGAFONE imaginário que eu estou a “gritar”. Vocês NEIGHBORZ ( JONHY SHOW , PRINCIPE PEXITO , JONHY KRIME e DI BELLA ) e é obvio que o Lema 4 THE KIDS ( Para os Miúdos ) É Para mim singular HARDCORE e para Vocês plural HARDCORE´S, continuarem a seguir esta mentalidade de jovem que o hardcore nos seus recursos das suas confidencias nos favorece, Seja na Vida seja ate a Morte, Já tive menos que a idade que tenho agora ( 26 ) e a minha mentalidade de jovem continua literalmente com o mesmo regular, já segui as traçadas dos mais velhos porque já fui miúdo ( ainda sou ), nunca senti desigualdade dos mais velhos com as manias, ou seja, porque eu sou professor e tu és aluno, nada disso igual para igual , todos nós “ somos “ professores , todos nós “ somos “ alunos e como já recebi dicas de mais velhos e de mais novos e também já dei dicas a mais velhos como a mais novos, SOMOS TODOS DO MESMO TRONO DE IGUALDADE, somos uma cultura não se esqueçam e numa cultura de rua principalmente tem de haver regras de RESPEITO todos estamos no mesmo planeta, pertencemos ao mesmo milagre sagrado chamado hc, todos gritamos hardcore, todos temos o mesmo sangue , todos nos orgulhamos desta cultura urbana nascida na rua esta é a nossa vida e a nossa educação por isso EU, TU, ELE ou ELA, NÓS , VÓS, ELES ou ELAS HARDCORE.


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13/01/2011

For the Glory - Flash Interview

Prestes a lançar um dos álbuns do underground nacional mais aguardados do ano, os For the Glory acederam ao pedido do 4 the Kids e destaparam um pouco o véu daquilo que será "Some Kids Have No Face". Segue a entrevista, formato flash:



Para começar logo bem, afinal, quando é que sai o disco?

Boa forma e directa de perguntar.

O disco sairá durante o mês de Janeiro, mas poderá atrasar devido a questões de logística de prensagem, etc.Temos tudo pronto em relação ao artwork e só falta mesmo masterizar as músicas para depois enviar. Um questão de semana e estará nas lojas (ou num blogue de alguém).


Que surpresas se poderão esperar do disco? Algum tipo de colaborações com outros vocalistas ou membros de bandas?

Quando fazemos um disco, é algo especial é um pouco da nossa vida, da nossa vivência e da nossa luta diária que colocamos naquele bocado de plástico. Como tal, tudo é pensado (às vezes nem por isso mas pronto). Decidimos simplesmente colocar algumas pessoas por quem nutrimos a maior admiração, e aprendemos muito.

Amizades que já foram muito fortes, que se perderam e se reconquistaram, também temos novos amigos, pessoas que consideramos ser parte da família FTG.

Não acho a minima piada àqueles autocolantes com o “produced by” e “mixed by” e “qualquer coisa by”... tiram o mérito ao que tu fizeste. Compreendo que passe uma imagem apelativa à venda do teu produto, mas não quero que comprem o nosso disco por causa dos nomes que estiveram envolvidos na concepção do mesmo, sem ser o nosso obviamente. Portanto neste disco convidámos uns amigos para cantar uma música chamada THE PACK, que tem a ver com as nossas experiências e sobre quebrar barreiras (norte, sul, edge, vegan). Uma música sobre o sentido de comunidade, que é aquilo que o hardcore representa para mim.

Só houve pessoa que não pôde cantar porque não estava cá, mas ela sabe que também está lá representada. Para alguns deles foi a primeira que cantaram assim num estúdio... Resumindo foi uma grande noite.


Como nasceu a temática do “Some Kids Have No Face”?

O tema tem a ver com o simples facto de todos nós sermos apenas números e estatísticas para quem tem o poder, quem controla a nossa vida. Sejam os bancos, o estado, etc... seremos apenas mais número, metaforicamente não temos rosto, não temos cara e eles não veêm ou sentem o nosso sofrimento e a angústia de sobreviver numa sociedade negra que somente se interessa por jogos de poder e dinheiro.

Nós queremos ser mais que isso. Temos voz, temos ideias. Não somos apenas mais umas ovelhas no rebanho. Tentamos exprimir as nossas ideias seja através da música, ou através de simples conversas nos nossos trabalhos onde mostramos o que defendemos e acreditamos.


Será somente um conceito visual, ou terá igualmente impacto a nível lírico?

Como podes ver na resposta de cima e muito mais que imagem.


Este é o primeiro disco de For the Glory com o João Reis na guitarra. Podemos esperar uma substancial mudança sonora, face ao Survival Of The Fittest? (notar que SOTF fora gravado com JP)

Não há grandes diferenças, da mesma forma como o JP ajudou imenso na criação do SOTF, e a quem nós agradecemos para sempre o esforço que colocou na banda e é uma pessoa pela qual nutro uma consideração enorme.

O João é um míudo bem disposto, ele começou a tocar com FTG em Abril de 2010. Ele já vinha conosco para vários shows e um dia perguntámos se não gostava de experimentar fazer umas datas da tour porque queriamos ter duas guitarras, mas as cenas rolaram super bem e ele tem tudo a ver com a banda, é uma pessoa sincera e honesta, tem uma paixão enorme pelo core como todos temos e encaixou na perfeição.

É o solista de serviço e ajudou imenso no processo de escrita dos temas, como todos nós. Este disco foi escrito por todos sem excepção.


O que esperam alcançar com este disco? Com “Survival of the Fittest” deram imensos concertos lá fora, gravaram um vídeo... Afinal, o que vos resta fazer? Tour americana? Quem sabe, uma Tour Africana?

Não nos falta fazer nada, temos a banda por sermos amigos, não queremos ser algo que não somos. Vivemos cada dia de cada vez, queremos ter uma vida estável nos nossos trabalhos, comida na mesa e pagar as contas, queremos tocar quando nos quiserem a tocar, e queremos continuar a ser mais que uma banda, mas sim um grupo de amigos que nutre uma amizade forte, que criou um laço ao longo dos anos e que não se preocupa com a cena da música e das tours. Se fizermos tour bacano, se não fizermos bacano na mesma.

Todos temos vidas atarefadas portanto isto é um escape à nossa rotina diária.

Têm surgido propostas de tour na Russia, tour nos Balcans, etc... mas não podemos dar ao luxo de deixar as nossas vidas para trás e de deixar de meter a comida na mesa para ir a todo o lado. Vamos onde nos deixarem e vamos até onde conseguirmos.


Há uma pressão acrescida na banda, por serem unânimemente considerados como uma das melhores bandas Portuguesas e mesmo Europeias? Algum tipo de medo de desiludir?

Não considero,nem vejo as coisas desse prisma. Não temos que ser julgados, nem julgar ninguém. Quando lançamos um disco ou fazemos o que quer que seja com a banda, fazemos porque gostamos e estamos em sintonia. Não temo nada, apresentamos o que achamos que conseguimos fazer, foi um esforço que tivemos e tentámos ao máximo aproveitar estes tempos... tudo hoje em dia corre rápido, a cultura “fast food” está-se a aplicar ao hardcore e nós somos “slow food” por assim dizer... faz porque queres e sentes e não porque deves e tens, já dizia o Sam.

É a realidade, fazemos porque queremos e não esperamos ser julgados, apenas que disfrutem e apreciem, se não gostarem estamos bem na mesma, porque temos consciência que tentámos fazer o nosso melhor.


Quando é que se poderá ter um “cheirinho” do mesmo?

Creio que dentro de uma semana e pouca poderemos ter algo na nossa página na net, mas é uma questão de dias.


O 4theKids quer agradecer a disponibilidade, a abertura e a facilidade comunicativa que os For the Glory sempre demonstram quando solicitados pelos nossos pedidos, desejando-lhes a melhor sorte para o futuro da banda, musical e pessoalmente.


10/11/2010

Entrevista a Devil In Me


'Real kids with real issues'
Entrevista a Poli, vocalista de Devil In Me.

Podes ver a entrevista, clicando aqui.


30/08/2010

Runes

O 4theKids esteve à conversa com Dick Smith dos Runes, banda composta por membros dos The Legacy e dos Gold Kids. Segue então a entrevista.

How do two English guys and one Italian guy put together a Hardcore band?

Easily man. A lot easier than you would think. We're all so focussed on what we wanted runes to sound like, so when we get a small time to work together, we don't waste time playing nonsense that will never get used. We started the band because we love each others company and we get to see more of each other when we tour. In regards to the distance, we do our best to work around it, but it's hard, especially with me not having the Internet at the moment. Oh well, I'd rather have the distance and be in a band with one of my best friends, than be in a band of people I don't 'connect' with that might live in the same town.

It’s almost a hardcore super band, isn’t it? I mean, putting Legacy and Gold Kids member’s together…

Yeh, I guess you could say that, although there's a lot of people that would disagree with that term 'super'. We just took the good members from each band, so to me it's a super band.

It’s like Runes is going to sound like a mix of those two bands, or can we expect a whole new refreshing sound?

I guess we can't help but sound slightly similar to the bands we played in before, I mean, I spent a good few years with joey writing songs for the legacy, so when we write it has an element of that sound in there by default. But this is so different. It's better, for one. Much better. With me and joey writing most of the foundations of the music together, we get to shape it exactly how WE want.

Why “Runes”?

It's short. Easy. And it was suggested because we had an interest in runes used throughout history. And their aesthetic too. It was an artistic choice as well as an interest runes themselves.

What were the major influences, either musical or other ones, to the band?

I think if you can listen to the lyrics or read them, you'll be able to figure that out quite easily. Joey and I always wanted to do something a bit darker and a bit heavier, something that wasn't so bland. A sound that had dynamics to it, rather than just your 'let's play fast here, then go to a breakdown part here'. That's so worn out and transparent. We wanted to test our ability to actually write good songs that had good structure. Runes is bitter lyrically, in the truest sense, not because we thought it's 'cool' to be angry, I don't think there's anything cool about being angry. I hate it, but being angry or bitter really shaped our sound and influenced the band heavily.

It seems like there’s something of Integrity on Age of Enlightenment…

I'm not sure whether you mean the band or actual integrity? If you are talking about the band, then I can't really comment. I've never listened to more than one song in my life. I don't like them from what I've heard, it's not my thing. But that's not to say I don't mind the comparison, they are well respected band, so I'll take it as a compliment. Runes are better.

It looks like the lyrics are kinda dark and depressive, is that the lyrical direction of the band? I mean, what does the lyrics of Runes speaks about?

I wrote a lot of the lyrics with Joseph just after something significant happened, which is why I guess the lyrics aren't the happiest. I would love to be able to sing about real dark things more, say like Danzig, but that just wouldn't be perceived very well and I think you run the risk of sounding very trite and lame, so for now, I'll sing about what I've experienced.

What can we expect from Runes and your EP? Describe yourselves as a band…

We're releasing a four song 7" now as we speak, on anchors aweigh records. Like I said, if you know anything about our previous bands, then disregard that, it's not like them. We are not hardcore band, I've never said we were hardcore band. We just play as hard as we can, and as passionately as we can. That's all we know really. I genuinely think you can expect something different from your average 'hardcore' band, something totally different. If I had it my way, we'd be playing with stage shows and pyrotechnics and light shows, and girls dancing, but I'm a realist, that will come in time. As for a band, it's dark and heavy, what music should sound like.

Runes are going on tour with the label mates Lighthouse. How did it that happened?

Unfortunately, due to other commitments lighthouse couldn't dothe tour, which pretty much meant we couldn't either. But we are doing a few shows in November and possibly a proper tour in December. Keep looking on our pages online to see more details.

Can we expect you in Portugal in a near future?

Never say never, I would LOVE to say definitely. But we tour in a limited window of time, so if we can fit it into our schedule in the future then, see you there.

Speaking of it, have you ever came to Portugal? Do you know any of our hardcore bands or usually listen to any? (Day of the Dead is not allowed)

Unfortunately neither the legacy or gold kids have had that opportunity to come there, and a good reason to be in a touring band is to see as many places as possible, and take full advantage of that, so yeh, all I can say we'll try our best. I only know day of the dead, in terms of 'hardcore' bands. Oh and pointing finger too actually, my very first band were on the same label as them in Spain. Fight for change too right?

What are your expectations for the future of the band?

Tour as much as we possibly can, and hope that people will see how sincere we are about this band. I don't have any real expectations, I'll take it as it comes. But hopes, that's different. In an ideal world, we'll be touring with rammstein or Danzig and playing sold out venues all over the world.

List 5 hardcore albums that any hardcore kid must have on their shelf…

Don't limit yourself to hardcore. I'm not saying I don't listen to hardcore. I just think if I had only listened to hardcore, runes would not have taken the shape it has. So I guess my choices would be:

Descendents - milo goes to college

Nirvana - in utero

Rammstein - mutter

Danzig - ii

Runes - self titled 7"


Thanks a lot for your attention and time, you may say whatever you want to, here.

Contact us at : http://runesrunesrunes.com and find links to myspace/twitter/facebook/etc


Ao 4theKids, como será de esperar, resta agradecer aos Runes e, em especial ao Dick Smith, pelo tempo que nos disponibilizou para a elaboração da entrevista, bem como o interesse demonstrado. Thank you guys.

27/08/2010

Cold Blooded

A primeira pergunta não pode falhar: Quem são, e como nascem os Cold Blooded?
A banda nasceu em novembro de 2009 quando eu e o Kizz estavamos numa esplanada em Carcavelos a fazer tempo para ir ao Casino do Estoril. Tanto eu, como ele, já não tocavamos há uns tempos e estávamos com pica para fazer algo. Visto que arranjar pessoal para tocar à toa nao é bem a nossa onda, andámos uns tempos a tentar arranjar pessoal amigo para tocar. O Kizz falou com o João Reis que apesar de ter muitas bandas alinhou para a segunda guitarra, eu lembrei-me do Serjan para o baixo e o Serjan falou com o Nélson, visto saber que ele tocava bateria mas nunca tinha participado num projecto sério.
Recentemente, o João deixou a banda por motivos pessoais (no heart feelings) e ficámos reduzidos a 4 elementos.

A banda rebentou aí, com gravações de grande qualidade e um myspace bastante bem apresentado. Foi importante para vocês mostrar uma imagem de grande profissionalismo desde logo?
Não considero que seja uma necessidade mas sim, apenas a nossa maneira de fazer as coisas. Tanto eu como o Kizz já gravámos no Mad Dog anteriormente e sabíamos que o Paulão conseguia safar uma cena porreira a um preço acessível por isso... porque não?
O myspace não foi tão easy, mas andei a bater ca carola uns dias mais o html e consegui safar hahaha

A pergunta tem de ser feita, como nasce o “ragga” no fim da Ten Years Stronger?
Ao contrário do que possam pensar, o ragga nasceu de uma forma natural visto eu ouvir muitas cenas tipo Wayne Smith, Ninja Man, Bounty Killer, por aí...
Basicamente, a ideia surgiu num ensaio, soou bem e como tentar fazer uma cena diferente sempre foi um dos nossos objectivos, o ragga ficou.

A banda é recente, mas já tocaram no Norte, no Sul, no Centro e em Espanha. Foi um ínicio a matar da banda... – a sangue frio?
Sempre! Haha
Planeamos a gravação da demo e juntamente com a demo decidimos marcar uns shows para divulgar a mesma. Digamos que não somos o tipo de banda que fica a espera que as cenas caiam do céu...fazemos por isso!

Quais foram as melhores experiências desses concertos? (O da Galiza está reportado na newsletter da Juicy Records, certo?)
Certo.
Até agora foram todos boas experiências, mas o melhor concerto foi sem dúvida o de Faro.
Notou-se perfeitamente que o público já conhecia as malhas e não tiveram medo algum de se mexer. Desde já, um abraço ao Rafa e ao pessoal de A Thousand Words, que são os gajos mais bacanos, simples e humildes com quem lidámos nos últimos tempos.

Tocaram, inclusivé, com os No Turning Back – para muitos a melhor banda europeia de hardcore da actualidade – como é tocar com um dos grandes? Muito nervosismo?
Sinceramente, a última vez que fiquei nervoso num show foi quando toquei com Madball no Clube Lua há uns anos, fora isso, é apenas aquele nervosismo normal à espera que corra tudo bem.

E se pudessem escolher com quem tocar, quem seria?
Provavelmente bandas que já não tocam há muito tempo..

São elas algumas das vossas influências? (Quais são outras que tenham?)
As nossas influências são bandas dos anos 90 tipo, E town Concrete, Redline, Fury of V, Krutch, Full Court Press, hip hop , dub, ragga, sei lá...

Do que trata, isto é, liricamente, as músicas dos Cold Blooded? Para quem não está – ainda – familiarizado com a banda...
Nas letras de CB pode aparecer de tudo, na demo a opção do Kizz foi falar mais sobre questões pessoais, como amizade (Ten Years Stronger) ou vivências (Bonus Track), o hardcore e a cena hardcore portuguesa também vão estar sempre presentes porque escrevemos aquilo que vivemos e sentimos.

Os Cold Blooded e a Juicy Records têm muitos projectos em conjunto (tour report, unveil das sessões de gravação, etc). Como surgiram estas ideias e, quantas mais – já agora, quais – poderemos esperar num futuro próximo?
O patrão da Juicy é um grande amigo nosso e tem acompanhado a banda desde o início. Já foi também intitulado de tour manager, por isso anda conosco para todo o lado e não se queixa (pelo menos na parte em que está a mergulhar na piscina).
Se vão haver mais projectos...não sei, não depende de nós mas sim do CEO da Juicy!

A vossa demo tem como “subtítulo” Part Three... Afinal, quais são as duas primeiras partes?
Protect your neck foi a primeira musica de Wu Tang Clan para quem não sabe. Mais tarde, o Ol’ dirty Bastard (RIP) fez a segunda e nós como ouvimos Wu tang dia sim, dia não, surgiu a ideia de fazer a parte 3.

O feedback em relação à mesma (e já agora, em relação aos concertos), tem sido o mais positivo?
O feedback tem sido positivo, temos vendido demos e os concertos estão cada vez melhores por isso até agora não nos podemos queixar.

Quais são os planos e os objectivos que têm como banda?
Apartir de Setembro vamos começar a compor novos sons para depois gravar um EP e tocar pela europa fora se tudo correr bem. A longo prazo, passa por gravar um cd com 10/12 faixas, tocar o máximo possível e divertirmo-nos acima de tudo!

Muitos têm sido aqueles que vêem a necessidade dos Cold Blooded acrescentarem uma outra guitarra ao alinhamento, como vêem vocês essa questão?
Argh... não nos preocupamos assim tanto com aquilo que os outros dizem mas é claro que sabemos que precisamos de uma segunda guitarra. Como já mencionei anteriormente, ir buscar um cromo da guitarra à toa não é, de todo, a nossa maneira de fazer as coisas, por isso, até não acharmos alguém amigo com quem nos sintamos bem a tocar e que goste da nossa onda...nada feito.

Em jeito de despedida, cinco álbuns que qualquer miúdo do hardcore deveria rodar na aparelhagem...
Qualquer miúdo do hardcore deveria e deve pensar por si e ouvir aquilo que lhe apetece.

Agradeço desde já a vossa disponibilidade e deixo este espaço à vossa disposição para dizerem o que vos for na alma e\ou apetecer.
Queremos agradecer ao 4 the kids pelo convite de fazermos esta entrevista, ao Diogo e Blasph pelas participações na demo, Ema e Juicy Records por todo o apoio, ao João Reis que apesar de não fazer parte da banda está sempre conosco disposto a ajudar, todos os que nos ouvem, sentem aquilo que tocamos e nos apoiam incondicionalmente, Makeda Perretta pelas fotos, Rosavelha Produções, We Ride e todo o pessoal de Vigo e, por fim, ao xRafax e aos A Thousand Words por serem sempre impecáveis conosco.

Ao 4theKids resta apenas agradecer a atenção, disponibilidade e interesse mostrado pelos Cold Blooded para a elaboração desta entrevista, desejando-lhes a maior sorte, pessoal, musical e profissional. Obrigado.

07/01/2010

Entrevista a District9 - Meireles (Fresh Out The Box Blog)

Os District9 são um grupo de Harcore do sul de Bronx formado pelo Puerto Rico Myke em 1993. Nascidos no berço do Hip-Hop, representando uma ecléctica mistura de culturas, District9 tem infundido na sua música estas influências, com estilo, credibilidade e habilidade nas letras. Depois de 8 anos voltaram a tocar no festival de Hardcore, SUPERBOWL, em New York City. Passado um mês esgotaram os bilhetes para um concerto no CBGB. Sem dúvida que são um dos grupos que meteram o NEW YORK HARDCORE no mapa. o Cesar Ramirez falou comigo.




- what's good homie?
Cesar Ramirez - waz good god ....Chillando e por ai!?

-Como é que conheceste o Hardcore?
Cesar Ramirez - Eu conheci o hardcore através do Loki que era baixista de Close Call. Ele apresentou-me o Myke e experimentei tocar em Close Call, mas o nigga Myke disse que eu era wack (Risos), mas ele apoiou-me no que teria de aprender e progredi. Ele foi a pessoa que realmente me introduziu neste estilo de vida.




- Que memórias tens do Hardcore em Bronx?
Cesar Ramirez - Bem, ali só havia algumas bandas como Close Call, With Out a Cause e Rampage (Risos). Eu e o Kevin Smith dos Fahrenheit 451 iamos a sítios estranhos para ver estas bandas, como caves de igrejas, bem, onde houve-se um amplificador, havia um show (Risos). Bronx Hardcore ficou mais forte quando o Bond Street abriu. Eu trabalhei lá como barman quando tinha 13 ou 14 anos. Bons concertos foram lá feitos.

- Quem começou os District 9?
Cesar Ramirez - Quem começou District9 foi o Myke (Close Call), Loki (Close Call), Frank (With out a cause ), Ray (Close Call ) e eu.

-
District9 tem 16 anos de existência. Quais são os teus sentimentos em relação a esta longa carreira?
Cesar Ramirez - Bem, eu penso que district9 podia ter ido bastante mais longe do que fomos, mas Loki abandonou a banda.Depois eu sai e agora penso que foram apenas algumas más decisões que fizemos, mas eu amo a banda e nunca mudaria nada. Melhorei bastante e tive grandes experiências graças a ela.



-
Achas que a internet ajudou bandas como District9?
Cesar Ramirez - A internet ajudou District9 de várias formas, pelo facto de ser uma banda de Hardcore seria muito dificil as pessoas ouvirem nossa música sem ela. Ajudou-nos a fazer tours quando pudemos.

- Tu apareceste no documentário NYHC (New York Hardcore). Achas que District9 faz parte da história do movimento Hardcore de New York?
Cesar Ramirez - ohhhh Hellyeah...eu acredito que realmente começamos toda a cena Bronx Hardcore com os Fahrenheit 451 e estávamos na vanguarda. Éramos a cara do Bronx Hardcore e com isto abrimos muitas portas. Pusemos Bronx no mapa do hardcore.

-
Com quem gostavas de voltar a dar concertos?
Cesar Ramirez - Gostava de voltar a tocar com toda a STF CREW de novo. Nos divertimo-nos tanto durante este tempo todo...


-
Qual foi o ultimo disco que compraste?
Cesar Ramirez - wow eu não me lembro do ultimo disco que comprei (Risos), no bairro nos não compramos, só emprestamos (Risos).

-
O que citas como maior inspiração na tua vida?
Cesar Ramirez - A minha maior inspiração de momento e alguém tentar melhorar e superar-se a si próprio. É ver alguém a manter-se a cima da tona de agua, porque por aqui as coisas são muito difíceis e o ultrapassar de todas as tretas sao uma grande inspiração para mim.




- Que estilo de músicas ouves além de Hardcore e Hip-Hop?
Cesar Ramirez - Eu ouço tudo desde Jazz, Blues qualquer coisa que me chame a atenção, eu gosto mesmo de música. Nem sequer tenho um género favorito. Gosto de tudo.

- Moras perto do krs-one? (Risos)
Cesar Ramirez - Nah...eu não moro perto do almighty Krs!! (Risos)

- Qual o futuro dos Distict9?
Cesar Ramirez - District 9 quer lançar um cd com tudo o que temos gravado antigo e novo. E vamos também dar uns concertos em breve.

-
O que conheces sobre Portugal?
Cesar Ramirez - Tudo o que sei sobre Portugal é que tem bad bitches (Risos).

-
Tens mais alguma coisa que queiras acreascentar?
Cesar Ramirez - Eu só quero dizer que o Hardcore não é um estilo de música, mas sim um estilo de vida. Não interessa quantas tatuagens tens ou quanto duro és. É um estado de espírito que já nasce contigo. Fell me god (risos). Boa sorte com os teus projectos fam!! Stay Up!





Esta Entrevista foi Realizada pelo Joaquim Meireles, responsável pelo blog Fresh Out The Box.
Não deixem de visitar! Tem várias entrevistas e bastante material, não só sobre Hardcore, mas também sobre Hip-Hop!



03/11/2009

ONEXCHOICE by Seventh Dagger


(clica na imagem para ver maior)