terça-feira, 3 de Novembro de 2009

ONEXCHOICE by Seventh Dagger


(clica na imagem para ver maior)

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Entrevista a OVERCOME


Começou no Verão de 2005 esta "aventura" com o nome de Overcome. A aventura foi ganhando corpo e hoje são uma das bandas mais promissoras em Portugal. Com um disco acabado de sair o 4TheKids achou que este era o momento ideal para estar à conversa com a banda. Fica aqui o resultado.

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4THEKIDS (4TK): Antes de mais obrigado pela vossa disponibilidade. Isto é algo que eu pergunto sempre quando faço entrevistas mas acho que algumas tradições devem ser mantidas, por isso aqui vai: quem são os Overcome e como é que começaram com a banda?

Tiago (T) – Isto começou com o convite que o Sen e o Pedro me fizeram para cantar, e o que ficou combinado, visto eu nunca ter cantado em lado nenhum foi: eu fazia um teste e que se fosse bué mau eles mandavam-me embora, ainda tou à espera de uma resposta lol. Depois fizemos uns quantos ensaios só os 3 foi então que convidamos o Noia (80Yards). Seguiu-se a gravação da nossa 1ª demo gravada pelo Pex, e foi nessa altura que o convidamos para a 2ª guitarra. Todos nós já éramos amigos antes de Overcome, e isso é muito importante para uma banda.

4TK: Iniciaram actividades no Verão de 2005, pelo que já lá vão 4 anos. Que balanço fazem deste tempo juntos enquanto banda? Presumo também que já tenham partilhado muitos bons momentos (alguns maus também) juntos, algum em especial que queiram partilhar connosco?

T – Felizmente foram poucos os maus momentos, lembro-me apenas de quando assaltaram o estúdio onde ensaiávamos na altura e nos levaram muito material. Momentos bons, recordo-me do concerto com Madball, por ser a nossa banda de culto.

Pedro (P) – Lembro me também do festival SIDE BY SIDE de 2006 no Laranjeiro (MS), onde tocámos em substituição de uma banda que de momento não me lembro. Recordo me que a aceitação foi muito boa. Foi dos nossos primeiros concertos enquanto Overcome.

(foto da banda)

4TK: Acabaram agora de lançar o vosso primeiro álbum “à séria” depois de terem lançado 2 demos em CD-R. Como é que surgiu este disco e em que medida é que é diferente (se é que o é) daquilo a que os Overcome nos têm habituado?

T – Não existe nenhuma diferença daquilo que é Overcome ao vivo, a única diferença é mesmo na qualidade sonora diferente das Demos, nada mais.

P – Nós estávamos com algumas dificuldades em avançar com o lançamento do CD, tanto a nível financeiro como a nível de tempo para trabalhar na banda. Ao fim dum tempo decidimos entrar em contacto com o Emanuel (Hellxis Agency), ele gostou da ideia de trabalhar connosco e foi assim que se chegou ao ponto de hoje. Estamos todos contentes e até a data tem corrido bem!

4TK: “Positive Thoughts Bring Positive Moments” é o nome do disco que acabaram de lançar. O que vos levou a escolher este nome? É esta a vossa filosofia enquanto banda e enquanto pessoas?

T – Ya, sem muitas lamechices, acreditamos que o hardcore deve ser sempre positivo, a nossa mensagem é sobretudo para que o pessoal entre no movimento hardcore e que traga algo de bom, é uma mensagem que tentamos passar nos nossos concertos. Hardcore é festa, é amizade e união.

(o disco - já disponível)

4TK: Deram há poucos dias 3 concertos pelo país: Faro, Cacilhas e Porto … como correram os concertos e qual foi a reacção por parte do pessoal às novas músicas?

T – Foi bastante bom, infelizmente Overcome não tem tido muita disponibilidade para tocar em Faro e no Porto, contudo fomos bem recebidos e o pessoal aderiu e fez-nos sentir vontade de lá voltar mais vezes. Em Cacilhas, foi granda festão, muita adesão e sentimos que as pessoas, tal como nós, estavam felizes por finalmente Overcome conseguir lançar o álbum.

4TK:E que outros planos têm para a promoção deste vosso novo disco?

T – Tocar, tocar, tocar…É onde nos sentimos bem é em palco, e é isso que esperamos que este álbum nos proporcione, mais concertos, mais spots, novas fronteiras.

4TK: Estiveram recentemente a tocar em Espanha no Ressurection Fest. Ainda que abrir um festival seja sempre uma tarefa inglória porque o pessoal anda disperso e assim, presumo que não deixe de ser uma honra partilhar o palco com bandas como H2O, Hazen Street, Madball, entre outros. Falem-nos um pouco mais sobre essa experiência.

T – Apesar de ter essa desvantagem abrir um Festival, por outro lado sentimos o respeito dos portugueses que lá estavam, todos pensaram o mesmo: “ eh pah Overcome vai abrir, bora tar lá cedo e apoiar”, a grande parte do pessoal que estava ao inicio para nos ver eram Portugueses e isso deu-nos uma grande moral e o concerto correu bastante bem. Em relação às bandas sentimos o peso, afinal somos todos fãs das bandas que passaram por lá, mas no final depois do convívio no backstage já éramos todos da mesma família, e foi muito bom sentirmo-nos integrados no meio de pessoal tão díspar. O hardcore é mesmo isto, no fim já não havia porta nos camarins e foi granda festa.

(Live @ Ressurection Fest)
4TK: Já agora, pegando nos nomes com que tocaram… Sentem alguma pressão extra quando tocam com bandas que acabam por ser uma referência para muita gente ou o “feeling” em cima do palco é sempre o mesmo?

T – Quer queiramos ou não, sentimos sempre uma pressão positiva, mas também com a experiência que temos sabemos que de certeza que ninguém das nossas bandas favoritas vai nos ver, e no fim o que importa realmente é o pessoal que tá no pit e esses merecem sempre tudo de nós, e é isso que fazemos, Overcome dá tudo em cima do palco, seja para 1 seja para mil.

4TK: Vocês são da zona de Loures, de onde já saíram bandas bem conhecidas na cena nacional. Neste momento como anda o Hardcore em Loures?

T – Não existem tantas bandas como antigamente, mas aos poucos vão aparecendo algumas de grande qualidade. O hardcore em Loures ainda mexe e isso é o mais importante é a dedicação do pessoal á cena.
4TK: E no geral, que visão têm os Overcome neste momento daquilo que é o Hardcore cá em Portugal? O que acham também que podemos esperar no futuro?

T – O que eu noto em relação às bandas é que cada vez há mais qualidade, cada banda que aparece nova aparece logo com ganda qualidade sonora e isso é muito bom. A união entre as bandas também é muito boa, sinto que todas as bandas com quem tocamos anda nisto para fazer alguma cena e nunca existe mau ambiente. O pessoal também adere a todos os concertos, aos poucos vai desaparecendo aquela cena de “só vou ao concerto destes, ou daqueles”, e cada vez mais “vou a um concerto de hardcore”, novas caras, e isso é sempre bom, agora o pessoal mais velho na cena tem que fazer os putos sentirem-se bem-vindos, não nos podemos esquecer que os oldschool de agora foram os new school do passado.

( o pessoal a curtir num show de Overcome )

4TK: E o vosso futuro a médio/longo prazo? Há planos ou desejos que possam partilhar connosco?

T – O principal objectivo de Overcome é daqui a 20 anos ainda sermos todos amigos, e se continuarmos a fazer aquilo que gostamos que é tocar, melhor.

P – Continuar a tocar, gravar mais cenas, dar concertos e conhecer pessoal novo! Tocar no estrangeiro também está a ser negociado:)

4TK: Chegados que estamos ao final da entrevista resta-nos agradecer-vos por todo o apoio que têm dado ao blog e pelo tempo que disponibilizaram para esta entrevista. Aproveitar ainda para desejar a melhor das sortes agora com o novo disco. Assim sendo, para finalizar, alguma mensagem final para quem nos está a ler lá em casa?

T – Muito obrigado pela oportunidade. Queremos deixar uma mensagem para o pessoal que tá agora a entrar que é, não se deixem influenciar, pensem pela vossa cabeça, não existe uma bíblia onde diga o que devemos e o que não devemos fazer, o que vestir, o que ouvir para ser do hardcore, temos de ser nós próprios a decidir isso e sempre com uma mente aberta.

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Link para o Myspace:
http://www.myspace.com/overcomeband

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Entrevista a Keep Walking


Ainda que o calor já se faça sentir um pouco por todo o Portugal, não há sítio mais quente neste momento que o Algarve! Prova disso é a quantidade e qualidade das bandas que começam a surgir (ou a conquistar terreno) vindas do sul do país. Talvez por ter crescido para os lados de Marrocos e ter lá tomado contacto com o Hardcore, a cena algarvia será sempre especial para mim. Foi por isso que, indo ao encontro de uma emergente banda algarvia, estive à conversa com o David dos Keep Walking. Fica aqui o resultado dessa entrevista.



4TheKids (4TK): Apesar de não serem propriamente novatos nestas andanças do Hardcore, digam-nos quem são os Keep Walking e como começaram a tocar juntos.


David: Amigos de longa data desde os tempos da escola, numa das edições do Rockfest em 2007 surgiu a ideia de juntarem para começar um novo projecto nesta onda, a banda começou com o Ricardo na bateria o Fábio na guitarra (anteriormente tocavam juntos noutra banda os Brain Damage), juntando-se o Pedro na guitarra (anteriormente baterista dos Reasonable Doubt ) e Nuno no baixo, em Abril foram compondo algumas musicas, mas na altura faltava alguém na voz, foi então que em Junho me convidaram (David) para a banda, após alguns ensaios e um primeiro concerto, vimos que as coisas funcionavam, e até hoje aqui estamos nós.

4TK: Em relação ao vosso novo trabalho, sei que já está gravado e que estão agora a tratar dos “pormenores” finais. Querem-nos falar mais sobre isso? Como correu o processo de gravação e em que fase estão agora …

David: O processo de gravação correu bem, claro que existem sempre alguns contratempos como a falta de dinheiro e tempo, o que por vezes atrasa um pouco as coisas. Tivemos umas ajudas preciosas durante as gravações, desde todo o pessoal que trabalha nos Estúdios Blacksheep, ao Miguel (Men Eater) que acompanhou as gravações do princípio ao fim e do seu irmão Poli, e claro o grande Makoto. Neste momento estamos a acabar a masterização, com o Alan Douches, e agora é tentar levar isto para a frente o mais rápido possível, mas como o financiamento é inteiramente da nossa parte não pode ser tudo de uma vez, então vamos dando os passos que nos são permitidos.

4TK: Já nos podem adiantar uma data para o lançamento?

David: De momento ainda não temos uma data concreta, mas estimo que no principio do Outono, pois de Verão é impossível para nós visto que todos trabalhamos.

4TK: Já agora, planos para a divulgação do álbum? Alguma coisa em concreto?

Diogo: De momento estamos a pensar fazer uma tour para a promoção do álbum, mas ainda está tudo por confirmar. E depois tentar divulgar o álbum pelos meios existentes e possíveis.


(Keep Walking ao vivo no Arcádia Rock Bar em Faro)

4TK: Tenho sentido uma grande evolução no vosso som. Apesar de não ter ainda ouvido o novo trabalho, mesmo ao vivo a diferença parece-me visível. A mudança teve algum motivo em particular ou surgiu naturalmente com o passar do tempo?

David: Eu sinceramente acho que surgiu naturalmente, sinto que se calhar agora também nos tornamos um pouco mais exigentes connosco próprios, á medida que tocamos nos concertos vamos ficando mais á vontade e outras coisas, vamos vendo pormenores que gostamos de melhorar e essa evolução surge espontaneamente acho eu.

4TK: Tenho também vindo a reparar nalguma temática ligada aos mares nas cenas da banda … o merch, até o nome do novo álbum que mete piratas! É por serem do Algarve, mera questão de gosto ou existem alguns motivos que nos queiram contar?

David: Além de uma questão de gosto tem a ver com as raízes, alguns membros são de Armação de Pêra, mas todos fomos criados com raízes bem assentes no mar e praia. Por isso toda a mística envolvente com o mar afecta-nos bastante e serve-nos também de inspiração para muita coisa. E queríamos de certa forma deixar transparecer um pouco isso no nosso primeiro álbum. Que apesar de conter várias temáticas acaba por ser a última música que dá o nome ao álbum.

( KW ao vivo)

4TK: Sendo uma banda do Algarve sentem que isso pode ser, por vezes, um problema, não tendo por exemplo a visibilidade que mereciam em Lisboa e mais para o norte e tendo também por isso menos oportunidades para tocar nessas zonas?

David: Não é bem um problema, mas eu acho que com insistência da nossa parte é possível, os outros factores que podem impossibilitar aqui e serem vistos como problemas, são apenas a disponibilidade e a nível monetário, mas por outro lado sendo do Algarve temos tocado em muitos spots nesta zona, e Alentejo também, aqui também existe cada vez mais adesão aos concertos, já se vê pessoas de todos os lados nos concertos no Algarve, e isso ajuda muito á divulgação.

4TK: A cena algarvia parece-me ter uma identidade muito própria e tem crescido nos últimos anos com bandas novas e com qualidade a aparecer, com novos promotores a organizar concertos para todos os gostos e a preços bastante convidativos. Ainda assim aposto que ainda existe muito que pode ser feito para melhorar as coisas. Como é que vocês descreveriam a cena hardcore no Algarve e o que mudariam se pudessem?

David: Neste momento no Algarve está a ser feito muita coisa, o problema maior é os sítios para tocar, mas vão surgindo uns desaparecendo outros, e é esta a realidade com que temos que lidar. Poderíamos fazer muitas coisas mas esse factor também limita um pouco o que podemos fazer. Temos cada vez mais concertos no Algarve desde bandas Nacionais como Internacionais, por isso acho que vamos num bom caminho.


(Ao vivo na Associação de Músicos em Faro)


4TK: E a nível nacional? O que acham que merece ser referido como positivo e o que mudariam no Hardcore nacional?

David: A nível nacional o hardcore não anda mal só acho que deveria existir mais união entre as bandas e também um pouco de mais entre ajuda. De resto acho que a cena está bem cimentada no panorama geral, vemos cada vez mais caras novas no panorama geral, a cena não vai envelhecendo tanto, há quem diga que pode ser uma moda agora, mas eu acho que é muito bom termos sangue novo, ver cada vez mais pessoas a apoiar as bandas nacionais e a cena underground. Pode ser uma coisa passageira do tipo que talvez daqui a uns anos apenas 20 % das pessoas que agora vão aos concertos continuem a apoiar as bandas e a ir a concertos e identificarem-se com o movimento hardcore, mas presentemente é bom.

4TK: Já agora, aproxima-se a “silly season” no Algarve, com a consequente invasão de pessoal de fora e assim. Acham que, dando concertos nessa altura e com a promoção certa poderiam, sem sair da vossa zona, aproveitar para promoverem-se lá fora o pessoal que cá vem passar férias vem para outras andanças?

David: Pois podíamos, mas o problema é que nesta altura como sabes é quando o pessoal do Algarve trabalha mais, pois todos nós trabalhamos, e nesta altura é quase impossível andarmos a promover o cd ou dar concertos com muita regularidade, pois devido aos nossos horários é difícil conciliarmos para ensaiar, ou mesmo para tocar á noite. Já tivemos de recusar alguns convites para tocar durante o Verão, e as datas que vamos tocar vai ser grande ginástica, ou teremos que recorrer a alguns amigos nossos para substituir um dos membros nalguns concertos.



4TK: Que outras bandas algarvias aconselham o pessoal lá de cima a ouvir? Hardcore ou não, digam-nos ai o que é que anda a render para os lados de “Marrocos” como eles tanto gostam de dizer.

David: Pois aqui o pessoal de Marrocos tem aqui alguma variedade, Temos bandas mesmo muito boas que estão a crescer muito rápido mesmo, temos Brain Bomb, A Thounsand Words, The Highest Cost, Polygamia, Rat Attack, Pressure, Broken Distance, Eyes Of Dawn entre muitas outras.

(Em Estúdio)

4TK: Bem, chegámos ao fim desta entrevista. Queria agradecer-vos pelo tempo disponibilizado e por todo o apoio que têm dado ao 4TheKids! Querem deixar algumas últimas palavras para quem nos está a ler lá em casa?

David: Convido todos a ouvir as nossas músicas que vão ser colocadas no myspace brevemente e para aparecerem nos concertos para apoiar todas as bandas que trabalham imenso para conseguir tocar. E agradecer aos 4TheKids e pelo apoio e divulgação que tem dado á cena nacional. Keep Walking with us…

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Myspace da Banda:
www.myspace.com/keepwalkingband

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sábado, 11 de Julho de 2009

Entrevista Vultures - O Movimento Hardcore Punk e os Direitos dos Animais



A entrevista foi feita pelo Fábio Gonçalves no âmbito de um "projecto académico". Saibam mais aqui!

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Entrevista a Lifedeceiver



4TK: Antes de mais obrigado por se disponibilizarem a responder às nossas perguntas. Pessoalmente vejo os Lifedeceiver como uma evolução bastante positiva em relação á banda que tinham os 4 em conjunto, Greg The Killer, com a qual deram o último concerto no passado dia 10 de Janeiro em Lisboa. Deram concertos por quase todo o país e a vossa popularidade dentro do hardcore nacional estava a aumentar, o que vos levou em acabar com Greg The Killer e juntarem-se de novo os quatro para formar um som reestruturado agora com o nome de Lifedeceiver?

Mike: Os Greg the Killer (GTK) foram formados em 2007 pelo Paulo Lemos (Resposta Simples) que basicamente recrutou o Plácido (baixo), Romano (Bateria) e a mim para a voz. A uma certa altura convidámos o Bruno para se juntar como segunda guitarra, mas após 3 concertos o Paulo saiu da banda porque foi para os Estados Unidos trabalhar na Disneyland ehehe.
Ficou apenas o Bruno na guitarra e nesta altura já não nos identificávamos com o som que tocávamos, principalmente o Bruno.

Bruno: Entrei nos GTK em Junho de 2008 e basicamente limitava-me a tocar as músicas que o Paulo tinha feito. Já nenhum de nós se identificava com o som da banda e foi então que decidimos terminar com os Greg The Killer. Passaram-se 3 meses e recebi uma chamada do Plácido a dizer que estava farto de estar parado e queria fazer uma banda nova. Eu já tinha uns riffs pensados que nada tinham a ver com a banda GTK. Basicamente o fim dos GTK deveu-se ao facto de querermos algo novo e mudar de ares ehehe

(Os Deceivers)

4TK:Lançaram uma demo com 3 temas e já deram alguns concertos por ai (Coimbra, Pombal, Montijo). Como tem sido a resposta das pessoas?

Bruno: No nosso primeiro concerto, mal demos o primeiro acorde começou tudo a fazer sidewalks e isso foi muito fixe, ver pessoas que não nos conheciam de lado nenhum ali a curtir e no fim a virem dar-nos os parabéns e que o nosso som não tinha nada a ver com Greg The Killer. Eu pessoalmente, fico um bocado lixado quando me dizem isso porque não gosto que comparem Lifedeceiver com Greg The Killer, principalmente porque Lifedeceiver foi uma banda que saiu maioritariamente da minha cabeça e completava as músicas com o Romano e eu em Greg The Killer só me limitava a tocar o que já estava feito. Back on topic, outra das reacções positivas foi o facto de no primeiro concerto vendermos tipo 10 shirts e algumas demos. O pessoal ainda fica um bocado apático e eu compreendo isso porque somos uma banda recente e também não acho que sejamos uma banda propriamente pró mosh ehehe

4TK: Os LD caracterizam-se no myspace como uma banda Hardcore/Rock. No vosso top, onde muitas vezes é possível perceber as influências das bandas a nível musical também têm grupos de estilos um tanto ou quanto dispersos! Ao certo, quais diriam ser as vossas maiores referências enquanto banda?

Para simplificar as coisas, vamos enumerar cinco bandas cada um:
Mike: The Banner, Converge, The Sword, The Abominable Iron Sluth e No Turning Back
Romano: Parkway Drive; Cancer Bats; The Hellacopters; For The Glory e Eternal Bond
Plácido: Madball; Arkangel; Champion; H2O e Agnostic Front
Bruno: Entombed, Motorhead, Electric Wizard, High On Fire e Integrity.

4TK: Pessoalmente penso que o vosso merch é dos melhores que tem aparecido a nível nacional e pelo que sei os designs são obra do Mike. O que vos influenciou para ter saído algo tão bom?

Mike: Antes de mais obrigado pelo elogio, à primeira vista as pessoas pensam que as nossas músicas são negativas daí os desenhos mórbidos que costumo fazer no meu dia-a-dia mas se formos a ver existem metáforas nas nossas letras com mensagens positivas mas com sonoridade negativa. Essa foi a maior influência quando fizemos o merch. Por exemplo, nós temos uma t-shirt com Lúcifer mas que tem uma frase por baixo que é uma mensagem positiva ‘DONT LET YOUR EYES CHEAT YOU’. Estas são as maiores influências para mim e para o Bruno quando idealizamos e desenhamos o nosso merch e layout.

(uma das imagens do merch de LD)

4TK: Qual o próximo passo que pensam em dar? Alguns planos futuros em termos de tours ou novas gravações?

Bruno : Neste momento acabámos de compor o nosso primeiro ep e estamos já em fase de composição do nosso primeiro álbum. O Ep está previsto sair este ano e o álbum no próximo ano. Quanto a Tours, primeiro queremos tocar o máximo possível dentro do país mas gostávamos de nos meter na carrinha com os Never Fail e causar alguns distúrbios nessa Europa ehehe

4TK: Sendo vocês do centro do pais (Coimbra e Leiria) encontram na vossa vizinhança um número relativamente menor de bandas com uma sonoridade semelhante á vossa. A vossa abordagem em palco é diferente tocando com bandas de rock ou metal?

Bruno: A cena fixe da nossa banda é que acho que nos inserimos em ambos os meios. Tanto podemos estar a tocar com bandas mais rock and roll como com bandas metal devido à nossa mistura de sonoridades.

Plácido: Cada concerto é um concerto e encaramos os concertos todos de forma igual e temos a mesma atitude em qualquer tipo de concerto.

4TK: Como resultam os concertos dados para públicos não maioritariamente fãs de hardcore/punk?
Bruno: Não posso responder essa pergunta porque nunca demos nenhum concerto para pessoal que não seja fã de punk e de hardcore.

(foto da banda ao vivo)

4TK: Existe a ideia de que o pessoal das bandas arranja miúdas com bastante facilidade, podem-nos confessar se isso tem resultado convosco ou se tudo não passa de um mito para que as pessoas se juntem e façam música?

Mike : Na minha situação isso é um mito porque nunca arranjei nenhuma miúda por causa da banda. Os restantes são um bocado playboys mas creio que as arranjam devido ao seu charme a tocar ya ehehehe
Não, agora a sério, acho que isso é um mito, tanto que dois de nós têm ou já tiveram relações sérias e com certeza que não foram formadas devido a Lifedeceiver.

4TK: Os altos e baixos de uma banda costumam dar-se quando vão juntos em tour, com que bandas gostavam de partilhar uma carrinha e espalhar a falta de respeito?

Bruno: Como já disse na outra pergunta, eu gostava de juntar os meus companheiros de Never Fail e os de Lifedeceiver numa carrinha e andar a tocar pela Europa duas vezes por dia até ficar sem dedos ehehehe

(os bateristas também merecem fotografias)

4TK:Existe algo que gostariam de ver apagado no panorama Hardcore nacional?

Mike: Não, porque não seria o que é hoje em dia.

Bruno: Não sou a melhor pessoa para responder a esta pergunta porque sou um bocado hater ahaha Fico totalmente pissed-off quando vejo pessoal a ir a concertos de Hardcore e achar que sabe tudo e mais alguma coisa sobre o meio e que se arma em durão e que é o rei do mosh-pit ou o scene king. Esta pergunta já é cliché e as perguntas acabam também por tornar-se por isso não tenho mais nada a acrescentar mas se quiserem trocar dois dedos de conversam venham ter comigo e trocamos umas ideias sobre o que pensamos disto que eu amo que se chama HARDCORE.

4TK:Bem, chegámos ao fim desta entrevista. Algumas últimas palavras sábias que queiram dar a quem nos lê?

Todos: Obrigado pela entrevista. Apareçam nos nossos concertos, comprem o nosso merch e façam de nós a banda mais rica e famosa de Portugal

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Myspace da Banda:
www.myspace.com/lifedeceiverhc

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Entrevista feita pelo Hermano

sábado, 27 de Junho de 2009

Shipwreck A.D.





( cliquem nas imagens para ver em tamanho maior )

Entrevista feita por Markus Fischer-Lindenberg

Podem sacar um pdf com a entrevista clicando aqui!

Black Ink




( cliquem nas imagens para ver em tamanho maior )

Entrevista feita por Markus Fischer-Lindenberg

Podem sacar um pdf com a entrevista clicando aqui!